O futuro é agora

O futuro é agora
Foto: D.R.

O trabalho remoto é apenas a face visível de uma transformação digital que está a decorrer a passos muito rápidos. Existe muito trabalho de retaguarda, como é o caso da arquitectura de sistemas e a sua administração, desenvolvimento de software, implementação de metodologias de trabalho ágil, entre muitas outras acções que estão a fazer com que as empresas mudem rapidamente de mindset.

É ainda impossível de medir o impacto da pandemia no mundo do trabalho e emprego. Não se consegue ainda perceber se as empresas vão sobreviver a esta fase, as que irão sobreviver, que cortes terão de fazer para poderem manter os seus resultados de acordo com as expectativas dos seus accionistas. Sabemos que há indústrias que serão mais afetadas que outras, como é o caso do turismo e aviação comercial. Refiro aviação comercial, porque o transporte de carga aérea vai manter-se com bastante actividade, devido ao aumento exponencial de compras on-line em mercados onde os produtos são bem mais baratos, como é o caso da China.

Por outro lado, há indústrias que estão a crescer e irão certamente manter essa tendência. As empresas que produzem e vendem tecnologia são um exemplo. Assim como aquelas que têm como seu core a protecção contra ataques cibernéticos, como vimos agora recentemente o que aconteceu com o gigante Garmin. O que está a acontecer no mundo é o melhor boost para que as empresas mais conservadoras possam então investir e apostar em ferramentas tecnológicas mais avançadas, como é o caso da transição do físico para a cloud.

O trabalho remoto é apenas a face visível de uma transformação digital que está a decorrer a passos muito rápidos. Existe muito trabalho de retaguarda, como é o caso da arquitectura de sistemas e a sua administração, desenvolvimento de software, implementação de metodologias de trabalho ágil, entre muitas outras acções que estão a fazer com que as empresas mudem rapidamente de mindset.

Mas aposta-se tanto na tecnologia, o que se estará a fazer com as pessoas? O mesmo? Ou seja, estão as empresas também a apostar no desenvolvimento das pessoas, preparando-as para esta nova realidade e as que têm hoje funções obsoletas, estarão a aposta na sua reconversão profissional? Mais do que nunca, as pessoas são a chave de todo este processo, independentemente da tecnologia ser cada vez mais avançada e automatizada.

*Expert in Human Resources & Entrepreneur, Certified Coach PLD19, Harvard Business School Alumni

(Leia o artigo integral na edição 586 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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