Guerra comercial China/EUA estende-se ao Tik Tok
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, quer impedir a disponibilização do Tik Tok nas lojas da Google e da Apple, bem como a compra de publicidade na aplicação, caso a sua venda a uma empresa americana não fique concluída até 15 de Setembro.
Criada para o mercado chinês, onde está presente desde 2016 com o nome Douyin, a rede social internacionalizou-se com o nome TikTok em 2017, e já tem mais de 800 milhões de utilizadores em todo o mundo. No meio de uma "guerra" comercial e tecnológica entre os dois países, só a venda desta app garantirá a sua continuidade nos EUA, que está determinado em proibir a plataforma em território norte-americano por questões de segurança. Certo, também, é que Pequim sempre restringiu operações de "big techs" norte-americanas, e ameaça retaliar caso essa proibição avance.
A Microsoft já anunciou que está a negociar a sua aquisição aos chineses da ByteDance, num negócio que, a ser concretizado, ascenderá a várias dezenas de milhares de milhões de dólares, sendo noticia que um grupo de empresários já avançou com uma proposta de 50 mil milhões USD.
Caso este negócio não seja concretizado, e perante os receios dos EUA de uma marca tecnológica ser obrigada a partilhar informação de cidadãos e instituições americanas com os serviços de espionagem controlados pelo governo chinês, a aplicação será banida de todo o território daquele país. Por outro lado, a China já se pronunciou e prometeu retaliar se a Microsoft avançar com "roubo" do Tik Tok. As autoridades chinesas dizem mesmo que a venda imposta por Washington não deixa outra alternativa senão "a submissão ou um combate mortal no reino das tecnologias", pelo que se adivinham tempos conturbados para as tecnológicas norte-americanas em solo chinês.
(Leia o artigo integral na edição 587 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)


