Com refinaria de 15 mil milhões Nigéria passa a exportar gasolina

Com refinaria de 15 mil milhões  Nigéria passa a exportar gasolina
Foto: D.R.

Com cinco refinarias construídas e sete em construção, a Nigéria espera tornar-se um exportador de gasolina e outros produtos petrolíferos, nos próximos dois anos, afirmou o director e CEO do Departamento de Recursos Petrolíferos (DPR), Sarki Auwalu, sublinhando a importância destes investimentos para pôr fim às importações de combustíveis e reduzir os custos de produção. O anúncio, feito durante uma visita do ministro da Informação e Cultura, Alhaji Lai Mohammed, à sede do DPR em Lagos, surge menos de uma semana depois de a Bloomberg publicar uma reportagem sobre a construção de uma das maiores refinarias do mundo e a maior de África, na Zona Franca de Lekki, a leste de Lagos.

O empreendimento é uma aposta de Aliko Dangote, o homem mais rico do país, e vai custar 15 mil milhões USD, um valor superior à fortuna do magnata nigeriano, avaliada pelo Índice de Bilionários da Bloomberg, no final de 2019, em 13,5 mil milhões USD.

Se o empreendimento "tiver sucesso, poderá acabar com a ironia de o maior produtor de petróleo de África importar 7 mil milhões USD de combustíveis por ano" e, em vez disso, responder às suas próprias necessidades e abastecer as nações vizinhas, evidencia a Bloomberg, notando que "a aposta de Dangote tem o potencial de revolucionar a economia da Nigéria".

Para além de as suas operações adicionarem 13 mil milhões USD, ou 2,3% ao produto interno bruto, segundo uma estimativa de 2018 da Renaissance Capital, o projecto poderá, de acordo com o governador do Banco Central, Godwin Emefiele, empregar mais de 70 mil pessoas quando estiver operacional. Trinta mil trabalhadores estão já envolvidos nos trabalhos de construção da refinaria.

A transformação da Nigéria num país exportador de combustíveis resultará da combinação de 375.000 barris por dia (bpd) de 27 refinarias modulares, mais os 650.000 bpd da refinaria Dangote e os 450.000 bpd das refinarias governamentais, precisou o director e CEO do Departamento de Recursos Petrolíferos, Sarki Auwalu.

(Leia o artigo integral na edição 590 do Expansão, de sexta-feira, dia 4 de Setembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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