MINFIN afirma trajectória sustentável a longo prazo da economia em resposta às agências de rating

MINFIN afirma trajectória sustentável a longo prazo da economia em resposta às agências de rating
Foto: Adjali Paulo

Em reacção à revisão em baixa do "rating" da dívida soberana de Angola, pelas três principais agências de notação, o Ministério das Finanças veio, publicamente, no final desta tarde de sábado, revelar o seu posicionamento sobre as avaliações de rating e a Estratégia de Gestão da Dívida Pública, realçando o facto de as mesmas agências terem reconhecido "os esforços significativos feitos pelo executivo em termos de reformas estruturais, apoio multilateral e os progressos alcançados no âmbito do Programa do FMI".
Em comunicado de imprensa publicado no portal oficial, o MINFIN, destaca as "perspectivas de estabilização fruto das reformas em curso", depois das posições sobre o rating angolano por parte da Standard & Poors (7 de Agosto), da Fitch (3 de Setembro) e da Moody"s, no passado dia 8.

"Embora as diferentes agências de rating se refiram às constantes pressões sobre a economia angolana, causadas pela pandemia global e a sucessiva descida dos preços do petróleo, todas as agências reconhecem os esforços significativos feitos pelo executivo em termos de reformas estruturais, apoio multilateral e os progressos alcançados no âmbito do Programa do FMI", salienta o Ministério das Finanças.

Refere ainda o mesmo "o impacto positivo da reformulação bilateral de perfis dos principais facilitadores da dívida garantida pelo petróleo, ainda apoiado pela participação de Angola na Iniciativa de Suspensão da Dívida do G20", medidas que o MINFIN garante ter libertado fundos para fazer face ao Covid-19 e que, em simultâneo "colocam a economia numa trajectória sustentável a longo prazo para a recuperação económica".

O documento adianta que as autoridades angolanas estão a implementar a "reformulação de perfis de alguns facilitadores de financiamento apoiados pelo petróleo, decisão tomada para melhor reflectir o ambiente de mercado actual e proporcionar um considerável alívio da dívida, mantendo a obtenção de petróleo a longo prazo".

O Ministério das Finanças confirma neste comunicado a participação de Angola na iniciativa do G20, denominada DSSI, e que assinou o Memorando de Entendimento com o Secretariado do Clube de Paris G20/ DSSI, a 31 de Agosto de 2020, estando a trabalhar no processo de suspensão da dívida com todos os credores.

O Expansão sabe que ainda não há acordo com a China, país ao qual Angola devia 21.7 milhões USD, no final de 2019, e aguarda-se com expectativa a reunião do FMI, da próxima quarta-feira, na qual vai ser avaliado o cumprimento do programa de financiamento de Angola, encontro que está dependente do acordo com a China.

O Ministério das Finanças considera, por fim, que as medidas tomadas pelo País são suficientes e que "não necessita nem pretende iniciar quaisquer negociações de reformulação de perfis com os credores para além das que já se encontram a decorrer".

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