Quénia lança programa para salvar pequenos negócios

Quénia lança programa para salvar pequenos negócios
Foto: D.R.

A Câmara Nacional de Comércio e Indústria do Quénia lançou a semana passada um programa de recuperação da Covid-19, destinado a micro, pequenas e médias empresas (MPME), que facilita o acesso a crédito a negócios que, geralmente, têm dificuldades de aceder a empréstimos. O Programa de Recuperação e Resiliência Covid-19 é desenvolvido em parceria com a Fundação Mastercard e dispõe de uma linha de crédito dirigida a um universo de 25 mil MPMEs, com mais de um ano de existência, disponbilizando um montante global que pode ir até aos 6,8 milhões USD.

O programa pretende ajudar as empresas a superar os efeitos da pandemia da Covid-19 e a garantir, com empréstimos de curto prazo, a continuidade e a sustentabilidade dos seus negócios.

Serão privilegiadas empresas pertencentes a jovens, com idades entre os 18 e os 35 anos, negócios detidos por mulheres, dos 18 aos 70 anos, e empresas que apoiem um grande número de jovens, como informa, no seu site, a Câmara Nacional do Comércio e Indústria do Quénia (KNCCI, na sigla em inglês).

Os sectores visados são vendedores ambulantes, retalhistas, projectos ligados à indústria da moda e restaurantes, alguns dos mais afectados pela paragem da actividade económica e pelas medidas de confinamento social para evitar a propagação do vírus.

"O mecanismo de financiamento das MPME está previsto na forma de empréstimo concessional de curto prazo, sem juros e taxa zero", esclarece a KNCCI, adiantando que os montantes a emprestar vão dos 20 mil aos 30 mil xelins (o equivalente em dólares a 182 USD e os 273 USD), reembolsáveis em dois meses.

O programa está a ser implementado pela Câmara Nacional do Comércio e Indústria do Quénia (KNCCI, na sigla em inglês), através das suas delegações nos 47 condados do país.

A linha de crédito, segundo a Fundação Mastercard, vem de um fundo rotativo, disponível para mutuários recorrentes, e não está acessível a todos os negócios. Não se podem candidatar empresas que vendam substâncias relacionadas com drogas, incluindo álcool e tabaco, empresas que fabriquem armas e estão envolvidas em actividades relacionadas com a guerra, bem como jogos de azar e apostas ou que sejam propriedade de pessoas ligadas ao Estado.

Todas as inscrições serão avaliadas para averiguar o cumprimento dos critérios de elegibilidade, antes da aprovação e do desembolso dos fundos, cabendo à KNCCI fazer uma pré-selecção dos candidatos. Só serão elegíveis empresas com menos de 10 funcionários e um volume de negócios anual de 500 mil xelins (equivalente a 4.600 USD), no caso das microempresas, e com menos de 50 trabalhadores e um volume de negócios anual de 5 milhões de xelins (46 mil USD).

Os empréstimos serão administrados pelo Grassroots Business Fund (GBF), organização criada para investir em negócios tradicionalmente subfinanciados com o objectivo de fazer crescer negócios viáveis que gerem renda ou economia para pessoas de baixa renda em África, Ásia e América Latina, e a Fourth Generation Capital (4G Capital), banco dirigido a microempresas e pequenos negócios, com a mesma filosofia.

Com este programa, a Fundação Mastercard "procura apoiar os mais vulneráveis entre os mais vulneráveis", refere Daniel Hailu, chefe regional para África Oriental e Meridional da fundação, sediada em Nairobi, no Quénia. "As MPMEs são a espinha dorsal da economia e precisam de apoio mais do que nunca", frisou.

Paralelamente, a Câmara Nacional de Comércio e Indústria do Quénia lançou uma iniciativa que visa apoiar 100 mil pontos de vendas, operados principalmente por jovens e mulheres, e que será desenvolvida em parceria com a RetailPay, plataforma digital de comércio.

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