Mercados temem que Zâmbia inicie onda de default

Mercados temem que Zâmbia inicie onda de default
Foto: D.R.

O governo da Zâmbia desmentiu estar em default, após propor o adiamento do pagamento de juros de três eurobonds, no valor de 3 mil milhões USD, por um período de seis meses, enquanto tenta reestruturar uma dívida de 10 mil milhões USD.

O governo propôs, terça-feira, uma reunião com os detentores dos três títulos da dívida em dólares, a realizar no dia 20 de Outubro, para adiar o pagamento de juros de 120 milhões USD até 14 de Abril de 2021, desencadeando uma onda de choque nos mercados, que atirou os eurobonds do país para quase metade do seu valor.

"A Zâmbia não deixou de pagar a nenhum dos seus credores", afirmou Mukuli Chikuba, secretário permanente do Ministério das Finanças, citado esta quarta-feira pelo Lusaka Times. O que o governo fez foi dar "um primeiro passo" para finalizar a análise da sustentabilidade da dívida e definir os parâmetros de uma estratégia de reestruturação "com o objectivo de colocar a dívida numa trajectória sustentável", explicou terça-feira o governo em comunicado.

Segundo a Reuters, além dos três mil milhões USD em eurobonds, a Zâmbia tem uma dívida de 2 mil milhões a bancos comerciais, empréstimos concessionais de dois mil milhões ao FMI e ao Banco Mundial e uma dívida de 3 mil milhões à China.

(Leia o artigo integral na edição 593 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Setembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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