A partilha do risco com os empresários para desbloquear o crédito

A partilha do risco com os empresários para desbloquear o crédito
Foto: Quintiliano dos Santos

A estabilidade, solidez e resiliência do sistema bancário angolano estão a ser, mais uma vez, postas à prova, com o surgimento, contra todas as previsões, da crise causada pela Covid-19 que alterou todos os prognósticos globais de crescimento económico e, consequentemente, as previsões das margens de lucro dos próprios bancos.

A banca tem-se adaptado também a este novo normal, revendo os seus planos de negócio e criando mecanismos para garantir a eficiência, apostando cada vez mais na automação de processos, na digitalização e na banca não presencial.

O BAI continua fortemente comprometido em contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do País, um objectivo assumido desde a criação do banco há 23 anos. De ressalvar que, até 2019, o BAI teve um volume de crédito concedido à economia e aos vários agentes económicos superior a 4 biliões de Kwanzas.

No que diz respeito ao financiamento ao Estado/empresas, o banco, no âmbito do Programa de apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), disponibilizou uma linha de financiamento de 30 mil milhões de Kwanzas até ao final de 2020, para financiamento de projectos da cadeia de produção intra e intersectorial dos bens e serviços prioritários, ao abrigo do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) e do Aviso n.º 10/20 do BNA.

O BAI financiou até à data 6 projectos cobertos pelo programa, num valor global de 26 mil milhões de Kwanzas, e tem, actualmente, outros em análise. A nossa preferência agora vai para o financiamento de projectos promovidos por micro, pequenas e médias empresas onde, podemos diversificar e gerir melhor o risco.

No que concerne ao crédito à economia, optamos por uma postura proactiva e percorremos o País, de Janeiro a Março, num périplo interrompido pelo surgimento da Covid-19, pelas províncias de Benguela, Kwanza Sul, Namibe, Huíla, Cuando Cubango, Huambo, Cabinda e Luanda, realizando seminários com casos práticos, dos quais beneficiaram, aproximadamente, mil participantes, entre cooperativas, associações, pequenos, médios e grandes empresários, assim como responsáveis estatais pelo sector empresarial.

Com esta iniciativa de contacto no terreno, foi possível constatar a realidade local e repensar a nossa estratégia de financiamento, tendo como público-alvo as cooperativas agrícolas e agro-industriais, que participaram fortemente e para as quais se desenhou um produto mais adequado denominado PAC Express, com montantes até 50 milhões de kwanzas por projecto, oferta essa já disponível no nosso banco.

Ainda no âmbito do nosso papel na concessão de crédito à economia, e com o objectivo de mitigar os efeitos da crise na economia angolana, bem como apoiar o sector empresarial na retoma das suas actividades, com soluções imediatas, lançamos dois novos produtos de crédito de curto prazo, nomeadamente, o crédito Facilidade de Tesouraria e o Descoberto Bancário.

*Presidente da Comissão Executivo do BAI

(Leia o artigo integral na edição 593 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Setembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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