Angola recupera produção de petróleo em Setembro com mais 27 mil barris por dia em relação a Agosto

Angola recupera produção de petróleo em Setembro com mais 27 mil barris por dia em relação a Agosto
Foto: D.R.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgou no seu relatório mensal que Angola produziu em Setembro, mais 27.000 barris por dia face ao mês de Agosto.

O País produziu assim 1,246 milhões de barris por dia, no passado mês, e mantém a posição de segundo maior produtor africano de crude na OPEP, apenas atrás da Nigéria - líder africana na produção petrolífera, que viu a sua produção diária registar uma quebra de 6.000 barris por dia, após uma revisão em baixa da produção de Agosto.

Em Angola, em Julho, a contagem da OPEP assinalou 1,186 milhões de barris diários, sendo que esta produção viria a aumentar no mês seguinte, para 1,218 milhões de barris por dia (valor revisto em alta, uma vez que o relatório anterior registava 1,21 milhões de barris diários).

Entre 2016 e parte de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, tendo perdido desde então a posição para a Nigéria, cuja produção tinha sido condicionada entre 2015 e 2016, devido a ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O relatório mensal da OPEP refere também que, em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1,216 milhões de barris por dia em setembro, menos 50.000 barris por dia que no mês anterior.

De referir que, o Comité Técnico Conjunto da OPEP tem vindo a recomendar cortes na produção de petróleo, devido às consequências da pandemia de Covid-19, na economia e na diminuição do consumo, provocada pelo abrandamento económico global, com restrições à circulação, o teletrabalho e a redução das viagens a provocarem a queda do consumo de energia.

A OPEP continua a manter as previsões para o consumo mundial de petróleo em 2020 e 2021, devido à incerteza sobre o efeito de uma segunda vaga da pandemia na economia global.

Segundo a OPEP, o consumo de petróleo cairá este ano 9,5 milhões de barris por dia em comparação com 2019, mantendo a previsão de uma procura diária na ordem dos 90,3 milhões de barris para este ano e de 96,8 milhões de barris por dia para 2021.

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