Governo suaviza recessão e é mais optimista que as instituições internacionais

Governo suaviza recessão e é mais optimista que as instituições internacionais
Foto: D.R.

O Governo reviu em baixa a recessão económica para 2020, passando de 3,6% para 2,8%, mais optimista que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial (4%), que o centro de estudos do BFA (5%) e que o Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, o mais pessimista (6%).

Os dados foram divulgados no "briefing" bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento (MEP) pelo secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, e foram apresentados na terça-feira durante um encontro com técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Numa altura em que a publicação do relatório sobre as contas nacionais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) sobre o II trimestre está atrasada, neste "briefing" foi avançado que a actividade económica em Angola contraiu, em termos homólogos, 1,8% no primeiro trimestre e 4,6% no segundo. Quanto a 2021, o Executivo aponta a um crescimento de 1%, numa previsão mais "conservadora" que a do FMI, que aponta a 3,2%. "Portanto, as nossas previsões são mais conservadoras, tendo em conta as incertezas da conjuntura actual", indicou Milton Reis.

Já o gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) aponta a uma recessão de 5% em 2020, e admite que sem o apoio dos bancos multilaterais o País entraria inevitavelmente em "default". Para o BFA, a quebra de 6,8% na economia petrolífera e de 2,8% na economia não petrolífera poderá ser "bastante mais acentuada", tendo em conta outros indicadores alternativos. "Sendo difícil de imaginar, o impacto económico seria bem mais gravoso não fora o apoio das multilaterais e o reescalonamento das amortizações. Neste cenário, o "default" seria inevitável, enfrentando o País uma crise de pagamentos gravíssima, ao que se seguiria provavelmente uma depreciação muito mais acentuada do que a actual, forçando as importações a decrescer ainda mais, e com cortes nos gastos públicos enormes, parando todo e qualquer investimento em curso e obrigando muito provavelmente a despedimentos de funcionários públicos em larga escala
e diminuição nominal de salários", refere um relatório denominado Nota Informativa sobre a terceira revisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao programa de assistência financeira a Angola.

(Leia o artigo integral na edição 596 do Expansão, de sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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