"Sinto falta das pessoas, do calor humano das exposições"

"Sinto falta das pessoas, do calor humano das exposições"
Foto: Lídia Onde

Com uma exposição online "Nutrição Espiritual" patente até final do mês, na galeria de arte contemporânea da Fundação Arte e Cultura, Zbi defende mais apoio institucional para ajudar a criar riqueza num dos sectores-chave para promover o País.

O que retrata a exposição "Nutrição Espiritual"?

A "Nutrição Espiritual" retrata a minha "evolução" na vida pessoal e artística. É também o reconhecimento da grandeza e beleza da natureza como um todo.

Quanto tempo levou a preparar as obras que integram a exposição?

Levei mais ou menos seis meses.

Há quanto tempo é artista plástico?

Sou artista plástico há sensivelmente 8 anos. Mas sinto que devo continuar a melhorar a qualidade dos meus trabalhos, porque, enquanto humanos, crescemos todos os dias.

Como está a viver esta fase de isolamento social, enquanto artista plástico?

Na verdade, esta fase do isolamento não mudou grande coisa. Felizmente, com ou sem isolamento, acabamos por ser pessoas "solitárias" que quase sempre estão "trancadas" a produzir para apresentar um trabalho de qualidade, ao exteriorizar a nossa ideia sobre o que nos rodeia, vivemos e sentimos. No fundo, o isolamento não é uma total surpresa para os artistas plásticos. A surpresa é por nos ter sido imposto. Somos obrigados a ficar longe de todos por um tempo indeterminado.

Olhando para o seu trabalho, do que mais sente falta nesta fase de pandemia?

O que me deixa um pouco triste é o facto de a pandemia mudar a dinâmica das exposições. Sinto falta das pessoas, do calor humano das exposições. É bom sentir a sala cheia de pessoas a interagir com o artista em tempo real, poder perceber as emoções de cada um dos que estão presentes no espaço da exposição ao que está a ser exibido. Sinto falta de poder observar a reacção do público a uma obra exposta, de olhar para cada um dos presentes e perceber se gosta ou não do trabalho, de poder tirar dúvidas a quem as tenha sobre o trabalho ou sobre uma determinada obra.

Teve de cancelar actividades da sua agenda? Quantas e quais?

Tive de cancelar algumas sim. A primeira a cancelar foi uma viagem com destino à Polónia. Tinha também em agenda uma visita ao Brasil, para saber mais sobre o mercado brasileiro e para procurar formas de intercâmbio. Foi tudo cancelado.

Apesar disso não está parado, tanto que conseguiu realizar a exposição "Nutrição Espiritual". Como conseguiu?

Apesar da pandemia, estou a aproveitar para criar e para descansar, ao mesmo tempo. Na verdade, a minha ocupação profissional é a arte, logo tudo o que faço gira em torno dela. Não tenho como ficar parado, sem produzir. Faço sempre alguns trabalhos, mesmo sem ter coisas em agenda. São trabalhos que ficam por aí, e um dia podem ser usados.

(Leia a entrevista integral na edição 597 do Expansão, de sexta-feira, dia 23 de Outubro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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