Solidariedade - Valor fundamental

Solidariedade - Valor fundamental
Foto: D.R.

O mundo prepara-se para um novo confinamento. Novas restrições e medidas para tentar proteger ao máximo os cidadãos, mas também para tentar dar o maior espaço possível aos profissionais de saúde e unidades hospitalares.

O outono e inverno, nos países do hemisfério norte, são períodos férteis em corridas desenfreadas às urgências hospitalares, seja por gripes, pneumonias ou outras doenças relacionadas com o frio, mas também por acidentes de viação, devido à chuva e estradas com gelo. Entre muitas outras doenças, claro. Nos países do hemisfério sul, o calor aperta e as pessoas têm maior apetência para, nos seus tempos livres, irem à praia e marcarem presença em apetecíveis eventos. A parte positiva é serem ao ar livre, mas são muitas pessoas juntas e, por norma, sem os devidos cuidados.

A Covid-19 decidiu não optar por algum hemisfério em particular, mas, sim, optou pelos dois. Optou pelo mundo inteiro. Este vírus está a enviar todas as pessoas para casa novamente. Não diria em todo o mundo, porque há países que não o podem fazer, mas na maioria dos Estados. Se no fim da primeira vaga estaríamos já a tentar "respirar" e a tentar retomar alguma da vida normal do dia a dia, esta segunda vaga veio mais forte e ameaça romper definitivamente com muitas das indústrias que conhecemos. E com isso, milhões de empregos. Consequentemente, a possível miséria de milhões de famílias. Vivemos, sem sombra de dúvida, um dos tempos mais desafiantes da nossa história. Pelo menos da minha.

Não há reinvenções profissionais (o chamado reskilling), não há sistemas de segurança social seja com que designação for e não há rendimento universal (ainda é cedo para isso) para ajudar as famílias que vão passar por dificuldades. Claro que alguns vão conseguir, precisamente recorrendo a uma das duas primeiras vertentes descritas na frase anterior. Mas a grande maioria não. A solução dificilmente passará por outra que não seja a solidariedade entre as pessoas e de empresas que estejam em boas condições financeiras.

E aqui surge um dos valores mais importantes que as organizações e as pessoas podem e devem ter. O humanismo e a solidariedade. Por parte das organizações, compreendo que seja difícil estruturar uma ajuda eficiente a pessoas que nunca por lá passaram, mas para isso existem várias agências e entidades que o podem fazer.

*Expert in Human Resources & Entrepreneur, Certified Coach PLD19, Harvard Business School Alumni

(Leia o artigo integral na edição 599 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Novembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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