Falta de recursos financeiros condiciona pesquisas do CEIC

Falta de recursos financeiros condiciona pesquisas do CEIC
Foto: Adjali Paulo

O Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (UCAN) foi distinguido, há uma semana, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes (PNCA), na categoria de investigação em ciências humanas e sociais, numa altura em que as suas pesquisas estão condicionadas por não ter recursos financeiros para os suportar, obrigando a "reprogramar" alguns dos estudos que tradicionalmente realiza.

Os constrangimentos são de vária ordem e agudizaram-se, ainda mais, desde que cessou o apoio da Embaixada da Noruega no País, afirmou ao Expansão o director do CEIC e coordenador do departamento de estudos económicos do centro, Alves da Rocha.

Mas as dificuldades não demovem a equipa que compõe o Centro de Estudos e Investigação da Universidade Católica, nem abalam a sua determinação. O director do CEIC salientou que os seus membros "estão francamente comprometidos em manter o centro e a qualidade dos seus produtos".

Alves da Rocha reconhece, por ocasião da outorga, "o trabalho abnegado e de qualidade dos investigadores e do pessoal administrativo do centro", sem o qual não teriam chegado a este momento.

Apesar dos constrangimentos financeiros, o CEIC continua a desenvolver os produtos "clássicos" que tem realizado ao longo dos 18 anos de existência, como o lançamento do Relatório Económico, Social e de Energia 2019-2020 e outros estudos parcelares, cujos resultados serão englobados nos relatórios anuais.

Quanto à distinção, o director do CEIC e coordenador do departamento dos estudos económicos considera que é mais um reconhecimento público, entre vários que, interna ou internacionalmente, têm sido outorgados. A característica especial, nesta caso, relaciona-se com o facto de o "Prémio Nacional de Cultura e Artes ser o maior galardão nacional que premeia a excelência, o esforço e a contribuição para as ciências e as artes nacionais". Questionado sobre o facto de o prémio ter chegado ao momento certo ou não, Alves da Rocha sublinhou que o CEIC desde a sua criação, há 18 anos, nunca definiu a sua actividade e as suas pesquisas com o propósito de obter galardões.

(Leia o artigo integral na edição 599 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Novembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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