Sonangol prepara venda da participação no Caixa Angola para o I trimestre de 2021

Sonangol prepara venda da participação no Caixa Angola para o I trimestre de 2021
Foto: César Magalhães

A Sonangol está a seleccionar o intermediário financeiro que vai conduzir o processo de alienação da posição de 25% que a petrolífera detém no Banco Caixa Geral de Angola de forma a garantir a venda durante o primeiro trimestre de 2021.

Jaime Freitas já disse que vai exercer o direito de preferência.

"Tenho direito de preferência, vou exercê-lo e já participei ao IGAPE", disse o empresário ao Expansão. Além de Freitas (12%), a Caixa Geral de Angola tem como accionista, com 51%, a Partang (sociedade que pertence em 100% à Caixa Geral de Depósitos), a Sonangol (25%) e o empresário António Mosquito (12%).

A saída da Sonangol da instituição bancária, que tem como maior accionista o banco português Caixa Geral de Depósitos, faz parte do Programa de Privatizações para o período 2019-2022 (PROPRIV), que contempla, ainda, a saída da petrolífera do BAI, o maior banco em activos do sistema financeiro angolano, onde tem 8,59%, bem como do estatal Banco de Comércio e Indústria (BCI), onde tem 0,2%, e do Banco Económico, onde tem 70,38%. A Sonangol conta ainda com uma participação de 19,49% no português Millennium BCP, mas não deverá desfazer-se da sua posição. E tem também uma participação indirecta no BFA, por via da Unitel.

A saída da petrolífera do sector financeiro em Angola acontece numa altura em que o País procura privatizar um conjunto de dezenas de empresas que estão sob domínio público, e em que pretende devolver a Sonangol ao seu core business, o petróleo. Durante décadas, a Sonangol foi um dos motores da economia nacional, entrando em vários sectores que vão desde a saúde, à hotelaria e restauração e até ao ensino.

Inicialmente, estava prevista a alienação de parte dos activos da banca ainda durante 2020, mas a pandemia acabou por adiar essa intenção. Se, por um lado, as participações no BAI e no Caixa Angola facilmente terão como compradores alguns dos actuais accionistas, o mesmo não se pode dizer do Banco Económico, no qual a petrolífera viu aumentar a sua participação no ano passado, depois de a Lektron Capital (ligada a Manuel Vicente e ao general Kopelipa) lhe ter entregado os seus 30,98% para saldar um empréstimo que tinha recebido para entrar no capital social do banco em anos anteriores.

(Leia o artigo integral na edição 600 do Expansão, de sexta-feira, dia 13 de Novembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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