Investigadores proclamam Academia Angolana de Ciências

Investigadores proclamam Academia Angolana de Ciências
Foto: Lídia Onde

Um grupo de cientistas, investigadores e docentes universitários lançou a Academia Angolana de Ciências (AAC), um projecto antigo com vista à promoção de excelência científica e difusão dos avanços da ciência no país que começa a tomar forma.

O acto de proclamação da AAC foi feito, esta sexta-feira, numa cerimónia no Centro de Conferência de Belas, onde foi sublinhada a importância da Académia para a "consciencialização pública do valor da ciência" e "divulgação do conhecimento científico".

Nesta primeira fase, a academia irá funcionar no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), sob direcção de uma comissão instaladora até à adesão de mais membros para criação de um corpo directivo.

O grupo de investigadores que faz parte do núcleo fundador integra Emanuel Catumbela, doutorado em investigação clínica e em saúde pública, André Gimbe, doutorado em engenharia industrial, e Adérito da Cunha, investigador das ciências médicas.

"Além de ser um desafio lançado pela ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria Sambo do Rosário, também é um repto dos países africanos e, sobretudo da SADC, ter este órgão, pois tem a missão de promover a ciência, o mérito científico, a ética, a divulgação da ciência, porquanto o desenvolvimento científico e tecnológico é a base do desenvolvimento sustentável de qualquer país", explicou ao Expansão o coordenador da AAC, Emanuel Catumbela.

Apesar de ser uma sociedade criada sob os auspícios das associações privadas, o responsável reitera que é um instrumento relevante no panorama científico nacional.

Com a intenção de criar um corpo directivo e a constituição das respectivas cátedras ou áreas das ciências, como áreas de ciências matemáticas, saúde, agrária, sociais, da engenharia, está aberto até ao dia 31 de Dezembro a candidatura para adesão de novos membros.

"Neste momento, temos uma comissão instaladora, que está a trabalhar em todo o processo, criando condições para que sejam admitidos novos membros, para se eleger o corpo directivo. Temos actualmente 12 membros, pertencentes às categorias de cientistas, investigadores e professores doutores, com produção científica publicada em várias revistas nacionais e internacionais", sublinhou.

(Leia o artigo integral na edição 603 do Expansão, de sexta-feira, dia 4 de Novembro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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