Total reduz operações e trabalhadores em Moçambique por causa dos ataques terroristas

Total reduz operações e trabalhadores em Moçambique por causa dos ataques terroristas
Foto: D.R.

A petrolífera Total - que lidera a exploração de gás em Moçambique, com o maior investimento privado na África subsaariana -, reduziu temporariamente o número de operações e de força de trabalho, devido ao ambiente de insegurança vivido no país, motivado pelos ataques constantes, sendo que o último aconteceu a escassos quilómetros da obra da central de gás.

À Bloomberg, a Total não especificou quantos trabalhadores nem por quanto tempo foram enviados para casa.

"A situação está em constante avaliação", disse a petrolífera, que tem em curso um investimento de 20 mil milhões USD, para executar o projeto de exploração de gás natural no norte de Moçambique, e que constitui o maior investimento privado em curso na África subsaariana.

Moçambique está a tentar controlar a luta armada na província de Cabo Delgado, mas a violência tem-se intensificado nas últimas semanas, com o último ataque a ocorrer na semana passada e a apenas cinco quilómetros do local onde decorrem as obras para a instalação de uma central de gás natural liquefeito, que os insurgentes admitem ser o próximo alvo.

Recorde-se que no dia 7 de Dezembro ocorreu um outro ataque, na aldeia de Mute, a menos de 25 quilómetros da área onde está a ser construída a zona industrial de processamento de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma.

Além da violência, a Total destacou que a Covid-19 também contribuiu para a decisão de reduzir a força de trabalho no local.

Pode cair por terra o alavancar da economia moçambicana e o posicionamento do país entre os maiores exportadores mundiais de gás natural, resultantes dos projectos em curso da Total, da italiana Eni e da norte-americana Exxon Mobil.

A violência armada em Cabo Delgado - reivindicada desde o ano passado, pelo grupo "jihadista" Estado Islâmico - começou em 2017 e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, sobretudo na capital provincial, Pemba.

Para este mês está prevista uma reunião da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para debater a situação na região.

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