Crude dispara com cortes da Arábia Saudita

Crude dispara com cortes da Arábia Saudita
Foto: D.R.

A OPEP e os seus aliados tiveram decisões diferentes na reunião desta semana de acompanhamento ao corte de produção para apoio aos preços.

A Rússia e o Cazaquistão decidiram aumentar a sua produção em 10 e 75 mil barris por dia, respectivamente, ao passo que a Arábia Saudita anunciou que vai diminuir, em 1 milhão de barris diários entre Fevereiro e Março. Os sauditas tencionam, com esta decisão unilateral, influenciar o grupo no sentido de apoiar a estabilização do mercado, numa altura em que a Covid-19 continua a penalizar a procura por energia. Com isto, o Brent, referência para Angola, valorizou para perto de 54 USD por barril.

Nas bolsas, os últimos dias foram de queda nos EUA, com os principais índices a recuarem perto de 1%. Os investidores têm estado novamente preocupados com a propagação da Covid-19 que tem levado a mais restrições em vários territórios, numa semana em que se optou mais pela prudente devido às expectativas com as eleições nos EUA. A ideia de que o Partido Democrata conseguiria ter controlo tanto da Câmara dos Representantes como do Senado impulsionou os mercados devido à facilidade de se aprovar novos estímulos à economia.

No início da semana foi administrada no Reino Unido a primeira vacina da AstraZeneca (mais barata que a da Pfizer), o que atenuou de certa forma os receios em torno da propagação do vírus, embora em França e Espanha o saldo semanal tenha sido negativo. A disseminação da Covid-19 na Europa tem atingido níveis alarmantes, estimando-se que 1 em cada 30 habitantes de Londres esteja infectado. Ao mesmo tempo, na Alemanha foram endurecidas as medidas de restrição, tendo sido imposto um limite de 15 quilómetros nas viagens para os que vivem nas zonas mais afectadas.

*Departamento de Estudos Económicos e Financeiros

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i