Director Carlos Rosado de Carvalho

UPRA "obrigada" a legalizar o curso de Medicina

 UPRA "obrigada" a legalizar o curso de Medicina

Estagiários de Medicina da Universidade Privada de Angola foram suspensos do Hospital Geral de Luanda, porque o curso é ilegal, mas o reitor da instituição afirma que a licenciatura tem surgido no Anuário do Ministério do Ensino Superior.

A Universidade Privada de Angola (UPRA) terá que entregar um novo plano curricular do curso de Medicina e instalar alguns equipamentos na faculdade para que o Ministério do Ensino Superior declare a legalidade desta licenciatura, revela o reitor da instituição.

Em entrevista ao Expansão, Augusto João explica que, entre as condições exigidas pelo Ministério - reveladas numa reunião que manteve na semana passada, com o secretário de Estado para o Ensino Superior António Miguel - estão a constru- ção de uma biblioteca, o apetrechamento do laboratório de medicina e os procedimentos que lá serão usados.

O Governo exige ainda informação sobre o número de professores expatriados e nacionais da faculdade, assim como entrega de um dossier que mencione o nú- mero de cursos que a UPRA lecciona, acrescentou Augusto João.

A reunião entre o reitor e o secretário de Estado surgiu depois de, na semana passada, um grupo de estagiários dos 3.º e 4.º anos de Medicina da UPRA ter visto o Hospital Geral de Luanda suspender os seus estágios devido à ilegalidade do curso.

Ao Expansão, o reitor manifestou-se surpreendido com a posição do hospital e do Ministério que, garante, sabia desde 2012 que o curso é leccionado na instituição, tendo, aliás, concedido bolsas de estudo a estudantes.

"Se o Ministério sabia que o curso não é legal, por que deu bolsas aos estudantes", questiona. "O Anuário Estatístico do Ministério do Ensino Superior de 2014 confirmou a aprovação do curso de Medicina na UPRA. Em Janeiro de 2015, o curso saiu novamente no Anuário", afirma Augusto João, que apela à "humildade" do Ministério.

Contudo, o reitor assegura que a UPRA está "a trabalhar para entregar o dossier [pedido pelo Ministério] num prazo de três meses, para resolver o problema o mais rápido possível", de modo a que os estagiários possam retomar o seu percurso.

(Leia mais na edição em papel do Expansão)

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