Director Carlos Rosado de Carvalho

Cheques devolvidos ultrapassaram 7 mil milhões Kz

Cheques devolvidos ultrapassaram 7 mil milhões Kz

Luanda, 23 Junho - Quase 15 cheques por dia foram devolvidos por falta de provisão em bancos angolanos apenas nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados do Banco Nacional de Angola (BNA) a que a Lusa teve acesso.

Entre Janeiro e Abril, o sistema bancário angolano contabilizou 5.741 cheques devolvidos, dos quais 1.761 por falta de provimento, totalizando 7,2 mil milhões de kwanzas (38,4 milhões de euros) em cheques "carecas'.

Os cheques sem cobertura comparam com os 9.603 em todo o ano de 2015, que então ascenderam a 18 mil milhões de kwanzas (96 milhões de euros).

Segundo dados do BNA, os bancos angolanos devolveram nos primeiros quatro meses do ano, por motivos diversos, incluindo a falta de cobertura, 5.741 cheques, totalizando 23.392 milhões de kwanzas (124,8 milhões de euros).

Angola vive uma crise financeira, económica e cambial, decorrente da forte quebra da cotação internacional do barril de crude, que motivou uma descida para menos de metade nas receitas fiscais com a exportação de petróleo em 2015, e por consequência na entrada de divisas no país, condicionando toda a atividade económica.

Em todo o ano de 2014, foram devolvidos 7.664 cheques sem provisão que chegaram aos bancos, ascendendo a 17,5 mil milhões de kwanzas (93,3 milhões de euros), segundo dados do BNA.

O pico mais recente dos "cheques careca' em Angola atingiu-se em 2013, ano em que 8.139 foram devolvidos pelos bancos por falta de cobertura, totalizando 46,8 mil milhões de kwanzas (249 milhões de euros).

Os lucros da banca angolana caíram para metade em 2014, influenciados pela situação no ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA), segundo a análise que a consultora Deloitte.

Angola contava em 2014 com 23 bancos e o resultado líquido do setor caiu para 45,4 mil milhões de kwanzas (242 milhões de euros), comparando com o ano anterior, devido ao "caso BESA", que foi transformação em Banco Económico, após intervenção do BNA.

Além das instituições já em funcionamento, perspetiva-se a abertura de mais seis bancos em Angola.

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