Director Carlos Rosado de Carvalho

Angola Investe praticamente parado aprovou cinco projectos nos últimos seis meses

Angola Investe praticamente parado aprovou cinco projectos nos últimos seis meses
Foto: Lídia Onde

Apenas cinco projectos de investimento foram aprovados no primeiro semestre de 2016 no âmbito do programa Angola Investe, contra 51 nos seis meses anteriores e 69 no semestre homólogo, de acordo com cálculos do Expansão a partir de dados do ministério da Economia (MINEC).

O balanço do MINEC, apresentado no fórum sobre investimento agrícola organizado pelo Banco BIC, em Luanda, a semana passada, revela que ao fim de quatro anos o programa de apoio às micro, pequenas e médias empresas apresentado como uma das bandeiras da diversificação da economia está muito aquém dos objectivos.

Desde a sua operacionalização em Agosto de 2012, coincidindo com a campanha eleitoral das eleições gerais, o Angola Investe aprovou 467 projectos, num valor total de financiamento de 87,8 mil milhões Kz. As metas iniciais apontavam para financiamentos anuais de 150 mil milhões Kz. Ou seja em quatro anos atingiu-se pouoc mais de metade do objectivo anual.

Dos projectos aprovados, apenas 355 tiveram os financiamentos disponibilizados, num montante de 66,2 mil milhões Kz.

A criação de emprego também ficou aquém das expectativas. O Executivo previa, em 2015, criar 300 mil empregos directos, através do Angola Investe. Todavia, os projectos aprovados até 30 de Junho de 2016 prevêem a criação de apenas 64.674 postos de trabalho, pouco mais de 20% da meta inicial.

A fraca execução do Angola Investe tem motivado troca de acusações entre o MINEC e os bancos. O assessor do ministro da Economia, Licínio Contreiras garante que os bancos não são proactivos, tendo citado como exemplos, o Banco Valor (BV) e o Banco Comercial Angolano (BCA).

Os bancários envolvidos no programa respondem acusando o Governo de ter reduzido, desde 2013 até Junho de 2016, a disponibilidade de garantias e cortado as linhas de crédito bonificado para os beneficiários, obrigando a banca a suspender temporariamente a cedência de créditos aos promotores.

(Leia a notícia na íntegra na edição 382 do Expansão, de sexta-feira 5 Agosto 2016, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas)

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