Director Carlos Rosado de Carvalho

Produção de energia térmica no País aumentou 118% nos últimos quatro anos

Produção de energia térmica no País aumentou 118% nos últimos quatro anos

Apesar de a produção hídrica continuar a ser a prioridade do Governo, mesmo que os custos em termos de investimento sejam mais avultados, o certo é que a produção de energia com recurso a combustíveis continua a aumentar.

As taxas de crescimento do sector eléctrico angolano são animadoras, mas o grande desafio continua a ser a sua distribuição, aponta o CEIC no relatório sobre Energia em Angola, divulgado esta semana.

Segundo os investigadores, existe uma diferença abismal entre a capacidade instalada e a disponível, uma situação que tem contribuído para o aumento da intermitência no fornecimento de energia eléctrica.

O professor Félix Viera Lopes diz que o peso do sector no PIB caiu de 1,2% em 2012 para 0,2% em 2015, para o equivalente a 204 milhões USD, enquanto que a média de crescimento de investimentos, no sector, ronda os 14% nos últimos quatro anos.

Ao longo dos anos, a produção de energia térmica tem aumentado - graças ao investimento em centrais a gasóleo nas capitais de províncias, acompanhando a tendência, embora menor, de crescimento da produção de energia a partir das barragens.

"As estatísticas apontam para um crescimento de 118% da produção da energia térmica, um aumento que contrasta com os 18% registados na produção hídrica nos últimos quatro anos", disse o antigo coordenador do Gabinete do Aproveitamento do Médio Kwanza.

De acordo com o relatório, até 2025, os investimentos previstos pelo Governo deverão levar o gás natural a garantir a produção de 19% da energia eléctrica total consumida no País.

Félix Viera Lopes garantiu, no entanto, que se assiste a um aumento da utilização de fontes alternativas e assume mesmo que o País tem assistido ao aumento da utilização de geradores, face à indisponibilidade de distribuição de energia eléctrica.

O director do CEIC, Alves da Rocha, diz que o País não pode ter uma economia agregada aos geradores. O economista adianta que a indústria e a agricultura, sectores considerados como estratégicos no processo de diversificação da economia nacional, continuam sem tirar partido dos investimentos públicos, como ao nível do reforço da produção e distribuição de electricidade.

Na energia fazem-se investimentos poderosos mas o retorno continua aquém dos montantes disponibilizados para o sector. A economia não pode viver de geradores, embora seja importante realçar a preocupação do Governo em aumentar os níveis de produção de energia eléctrica ", sublinhou.

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