Director Carlos Rosado de Carvalho

"Realmente vamos vivendo várias crises, mas esta parece mais grave

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Com 57 anos de carreira, Luísa Fançony faz um balanço positivo do seu percurso profissional e anuncia que pretende passar para livro o seu mais antigo programa radiofónico "Afriquia". Em entrevista ao Expansão, a jornalista afirma que é difícil ficar rica só do trabalho.

Há quantos anos se dedica ao jornalismo radiofónico?
Comecei a fazer rádio com 14 anos, na província do Bié. Fui acompanhar uma amiga para que ela conseguisse emprego, mas o director de produção da rádio do Bié disse que tinha de ser eu a experimentar a voz. Fiz o concurso e fiquei em segundo lugar, o que me permitiu fazer o estágio. Depois fui para a rádio do Lobito.


Sempre teve a paixão pela rádio?
Não propriamente. Quando criança, era sempre escolhida para declamar e em casa apresentava espectáculos. De qualquer das formas, foi um acidente que me levou à rádio do Bié.


Como avalia o jornalismo feito nos dias de hoje?
O jornalismo no tempo colonial era feito com profissionais bem treinados e com boa cultura geral. Depois da independência, os quadros foram embora e nós fomos ocupando os diferentes lugares. Penso que se fazia bom jornalismo. É uma característica angolana ter boa rádio. Sempre teve e continua a ter, óbvio, com algumas lacunas, fruto da educação e da falta de preparação que é necessária para se estar ao microfone, para se escrever e fazer televisão. Mas penso que em rádio ainda há grandes nomes e o jornalismo vai-se mantendo.

(Leia o artigo na integra na edição 431 do Expansão, de sexta-feira 21 de Julho de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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