Director Carlos Rosado de Carvalho

OPEP estuda prolongar acordo de corte de produção

OPEP estuda prolongar acordo de corte de produção

Prazo do acordo deverá prolongar-se além de Março de 2018 e irá depender de factores como o nível de execução dos cortes, a recuperação da produção na Líbia e Nigéria, a oferta de petróleo de xisto nos EUA e a procura mundial.

O último relatório da OPEP revelou que a produção média do cartel atingiu os 32,755 milhões de barris por dia (bpd) em Agosto. Isto representa uma descida de apenas 79,1 mil bpd (ou 0,2%) face a Julho e deveu-se, acima de tudo, à queda de produção na Líbia (-112,3 mil bpd, ou -11,3%). Refira-se que a Líbia, juntamente com a Nigéria, está isenta do actual acordo que visa cortar a produção do cartel para os 32,5 milhões de bpd. A produção em Angola terá ficado nos 1,646 milhões de bpd no mês passado, ligeiramente acima do nível do mês anterior (1,638 milhões).

A OPEP referiu também que estima que a procura pelo seu crude chegue aos 32,67 milhões de bpd este ano, acima dos 32,19 milhões em 2016. Esta revisão em alta deve-se a uma melhoria nas expectativas para a procura na segunda metade do ano (33,70 e 33,27 milhões no 3º e 4º trimestres, respectivamente). Este aumento da procura de crude deverá também contribuir para uma redução do nível de existências até ao final de 2017. No entanto, a OPEP estima que a procura atinja apenas 31,82 e 32,37 milhões nos primeiros dois trimestres de 2018, sugerindo que os inventários de crude possam voltar a subir na primeira metade do próximo ano.

(Leia o artigo na integra na edição 439 do Expansão, de sexta-feira 15 de Setembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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