Director Carlos Rosado de Carvalho

Emprego, juventude e desemprego: Será 2018 diferente?

Emprego, juventude e desemprego: Será 2018 diferente?
Foto: César Magalhães

Hoje talvez a "emigração dos nossos jovens, sobretudo para a Europa, em condições bastante perigosas e, (...), vergonhosas" seja, em nosso entender, o mal menor para muitos países africanos.

O ano de 2017 foi marcado por dois eventos de bastante interesse, o Fórum sobre Governação em África realizado em Marraquexe, Marrocos, sob a égide da Fundação Mo Ibrahim, e a 29.º Cimeira de Chefes e Estado e de Governo da União Africana (UA) em que Angola esteve representada pelo agora Chefe do Executivo, João Lourenço. Nestes dois eventos procurou-se perceber os desafios que a população jovem africana representa para os governos no continente, i.e. força para o desenvolvimento ou ameaça?
Na Cimeira da UA João Lourenço aproveitou para alertar, citamos, que "Estamos a assistir com alguma apreensão à emigração dos nossos jovens, sobretudo para a Europa, em condições bastante perigosas e, diria mesmo, vergonhosas". No Fórum sobre Governação em África ficámos a saber que a nível do sector da educação apesar da população africana estar melhor educada, i.e. ter atingido um nível de instrução superior ao registado em períodos anteriores, nomeadamente após as independências, ainda assim as taxas de desemprego no continente mantêm-se altas. Uma das causas que pode ajudar a explicar, em parte, esse fenómeno parece ser o facto de apenas cinco países africanos terem tido no período de 2006-2014 um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Indústria Transformadora acima dos 10% (1).
*Docente e investigador da UAN

(Leia o artigo na integra na edição 454 do Expansão, de sexta-feira 05 de Janeiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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