Director Carlos Rosado de Carvalho

A economia Angolana e o jogo do petróleo

A economia Angolana e o jogo do petróleo

Os especialistas na matéria podem estranhar o facto, mas, desde que leccionei direito mineiro, passei a interessar-me pelo que diz respeito aos recursos geológicos e minerais, tendo, desde 2015, vindo a afirmar, que o preço do petróleo chegaria aos 70 USD, no início de 2018, dando um "empurrãozinho" à economia angolana e continuaria as suas oscilações com tendência de subidas futuras, não tendo, por isso, terminado o período do petróleo "caro".

Segundo um dos princípios mais elementares da Teoria Económica, em período de crise de determinada matéria-prima, as elasticidades de substituição e os investimentos induzidos pelos altos preços criam ciclos de superprodução sincronizados, cujos excedentes se espalham por vários países e/ou continentes em simultâneo, ocasionando a baixa de preços, devido à interpenetração crescente das economias, como aconteceu com a produção do petróleo de xisto americano.
Todavia, já em 1974, quando os Estados Unidos da América elaboraram o "Projecto Independência", que visava atingir o auto-abastecimento energético pleno até 1980, porque o seu grau de insuficiência era na ordem dos 85%, (dependendo em cerca de 50% das importações), verificou-se que o custo de produção do petróleo, a partir da exploração dos xistos betuminosos e areias asfálticas, era superior ao custo de produção do petróleo e do gás, sobretudo, quando os preços de produção do primeiro estiver abaixo de 40 USD.

(Leia o artigo na integra na edição 456 do Expansão, de sexta-feira 19 de Janeiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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