Director Carlos Rosado de Carvalho

Sonangol tinha na gaveta 350 contratos de 5 mil milhões USD

Sonangol tinha na gaveta 350 contratos de 5 mil milhões USD
Foto: César Magalhães

Concessionária demora entre 12 a 18 meses a despachar aquisição de bens e serviços pelas operadoras dos blocos. Petrolíferas queixam-se ainda que, após a adjudicação de trabalhos através de concursos públicos, a companhia as empurra para empresas com custos mais caros.

No final de Novembro de 2017, a Sonangol tinha por aprovar mais de 350 contratos, ordens de trabalho e autorizações de despesas para aquisição de bens e serviços pelas petrolíferas internacionais que operam no País, num valor acima dos 5 mil milhões USD, revela o relatório do grupo de trabalho criado pelo Executivo para apresentar propostas que permitam melhorar o desempenho do sector.
A morosidade do processo de aprovação de aquisição de bens e serviços pela Concessionária Nacional foi a principal preocupação apresentada pelas petrolíferas ao Presidente da República, na primeira audiência concedida por João Lourenço. Estiveram na Cidade Alta a BP, a Cabinda Gulf Oil Company, a ENI, a Esso, a Statoil e a Total. No relatório a que o Expansão teve acesso, a Sonangol compromete-se a "a dar o devido tratamento até 31 de Janeiro de 2018".
De acordo com o documento final do grupo de trabalho criado em Novembro pelo Governo, os contratos e ordens de trabalho celebrados pelas petrolíferas associadas da Sonangol requerem a aprovação da concessionária quando superiores a 250 mil USD. Já as autorizações de despesas têm que passar pela Sonangol quando excedem 1 milhão USD.

(Leia o artigo na integra na edição 457 do Expansão, de sexta-feira 26 de Janeiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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