Director Carlos Rosado de Carvalho

Apoio financeiro do Governo às associações empresariais gera conflito de interesses

Apoio financeiro do Governo  às associações empresariais  gera conflito de interesses
Foto: César Magalhães

O envolvimento directo de gestores públicos nas associações empresariais é visto como estando na base do conflito entre os empresários, que cria dificuldades às empresas associadas. A UNACA e AIA admitem receber apoios directos do Estado, enquanto as demais organizações inquiridas pelo Expansão negam financiamentos públicos.

As associações empresariais angolanas queixam-se do aumento da concorrência desleal e conflitos de interesses na canalização dos apoios financeiros do Estado para reanimar a vida das empresas.
A existência de associações que vivem directamente de apoios públicos, de acordo com alguns empresários entrevistados pelo Expansão, está a aumentar o fosso e a criar crispação entre os homens de negócios, que denunciam a existência de gestores públicos envolvidos de forma directa na criação de associações empresariais para proveito próprio.
O presidente da Confederação Empresarial de Angola, Francisco Viana, em declarações ao Expansão, afirma que estas acções constituem barreiras ao desenvolvimento da actividade empresarial em Angola e revela que as instituições públicas estão a criar impedimentos na definição de uma agenda comum para o apoio às iniciativas de negócios e na concertação de políticas que permitam o crescimento da economia.
O empresário defende diálogo inclusivo e lembrou que em países onde existe economia de mercado, as empresas concertam e negoceiam com o governo. "O Governo não toma decisões de forma isolada. Em termos de conteúdos, sentimos que o Governo prefere colocar o empresariado cada um no seu canto, uma técnica de dividir para reinar e não se apercebe que, com a organização fraca dos empresários, o contributo dos destes é fraco", refere. O patrão da Casa Viana acrescenta que é preciso que se constitua uma única confederação ou duas para juntar associações empresariais que cobrissem todos os sectores de actividade, o que pouparia tempo ao Governo, que tem de discutir de forma separada com associações que apenas se conhecem pelo nome e não assumem nenhum protagonismo.

(Leia o artigo na integra na edição 471 do Expansão, de sexta-feira 04 de Maio de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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