Director Carlos Rosado de Carvalho

Consórcio integra empresas que não levantam voo há três anos

Consórcio integra empresas que não levantam voo há três anos

O sector da aviação civil angolana conta com 11 companhias licenciadas, mas apenas quatro têm actividade regular. Ainda não está definida a participação accionista que as empresas privadas terão no consórcio público-privado, mas empresas como a Diexim Expresso, de Bartolomeu Dias, negociam a aquisição de 8% das quotas.

As companhias aéreas Diexim Expresso e Mavewa não levantam voo há pelo menos três anos, mas integram o consórcio público-privado Air Connection Express, o novo operador de transportes aéreos regionais, que vai juntar sete empresas privadas com a TAAG e a ENANA.
De acordo com os anuários estatísticos do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC), a que o Expansão teve acesso, algumas das empresas que vão integrar o consórcio não têm tido actividade nos últimos anos, a Diexim Expresso e Mavewa, enquanto a Air 26 tem tido apenas operações esporádicas. Quatro das empresas têm operações frequentes, nomeadamente a Air Guicango, a Bestfly, a Air Jet e a SJL, do irmão do Presidente da República, Sequeira Lourenço. Estas estatísticas anuais revelam o número de voos mensais efectuados pelas companhias, o número de passageiros transportados, bem como os destinos dos voos.
A Diexim Expresso, do Grupo Bartolomeu Dias, embora tenha sido registada na Conservatória do Registo Comercial de Luanda em 2006, desde 2013, que não consta das estatísticas do INAVIC. Na sua página da internet, apresenta-se como uma companhia de transporte aéreo de passageiros que tem como principais destinos as províncias do Zaire, Cabinda, Benguela, Huambo e conta com uma frota de sete aviões. Em Maio de 2017, o proprietário da Diexim Expresso, Bartolomeu Dias, admitiu ao Expansão estar à procura de mercado para colocar as suas aeronaves a voar. Entretanto, contactado pelo Expansão, considerou que a entrada no consórcio é um "bom negócio" para a sua empresa e que, apesar de ainda não estar definida qual será a sua quota, admite querer "ficar com 8%" da participação accionista.

(Leia o artigo na integra na edição 472 do Expansão, de sexta-feira 11 de Maio de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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