Director Carlos Rosado de Carvalho

Peso de África no comércio angolano é três vezes inferior à média dos países do continente

Peso de África no comércio angolano é três vezes inferior à média dos países do continente
Foto: César Magalhães

Em 2017, a soma das importações e exportações angolanas ascendeu a cerca de 48 mil milhões USD, dos quais apenas 3 mil milhões USD se referem a trocas comerciais com o continente africano. Feitas as contas o peso de África no comércio externo de Angola não ultrapassa os 6,5%, contra uma média de 18% a nível continental.

As trocas comerciais com África representam apenas 6,5% do total do comércio de Angola, três vezes menos que a média dos países do continente, de acordo com cálculos do Expansão a partir dos relatórios trimestrais de Estatísticas de Comércio Externo do INE de 2017.
Angola importou mercadorias no valor de 1,3 mil milhões USD com origem em África, no ano passado, equivalente a 10% do total das importações do País, e exportou para países africanos um total de 1,7 mil milhões USD, 5% das exportações. Contas feitas, as trocas comerciais com o continente foram de cerca de 3 mil milhões USD, o equivalente a 6,5% dos cerca de 48 mil milhões USD que representam a soma das importações e exportações angolanas no ano passado.
De acordo com dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), em 2016, último ano com dados disponíveis, o comércio intra-africano pesava 18% no comércio africano. Ou seja, o peso de África no comércio externo angolano é três vezes inferior à média dos países do Continente. Se olharmos para a perspectiva das trocas comerciais entre os países que compõem a SADC, acrónimo de Comunidade de Desenvolvimento da África Austral o gap aumenta. No ano passado, as trocas comerciais com a SADC foram o equivalente a 4,8% do total das trocas angolanas, contra uma média de 21,2% nos 15 Estados-membros.
Para os analistas e especialistas, a proximidade geográfica deve ser mais bem aproveitada como factor para potenciar as exportações angolanas, especialmente quando o País começar a beneficiar do processo de diversificação da sua economia e quando a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) for implementada.

(Leia o artigo na integra na edição 476 do Expansão, de sexta-feira 08 de Junho de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i