Director Carlos Rosado de Carvalho

Quando a oferta não cria a sua própria demanda

Quando a oferta não cria a sua própria demanda

A conhecida Lei de Say indica-nos que "a oferta cria a sua própria demanda". Todavia, a realidade prática muitas vezes apresenta-nos situações onde podemos ver que a teoria não se ajusta a realidade (i.e. devido às chamadas falhas de mercado).

Tal parece ser o caso do sector da educação (com especial referência ao ensino superior) em África, de um modo geral, onde se regista um nível de instrução superior ao registado em períodos anteriores, nomeadamente após as independências, mas ainda assim as taxas de desemprego continuam altas (1). No caso de Angola, apesar do aumento do número de estudantes matriculados, de 13.861 em 2002 para 286.000 em 2016, e de se registar um aumento de instituições de ensino superior, o desemprego ainda é uma preocupação, especialmente desde 2015, período em que se verificou um acentuado arrefecimento da economia. Este texto vem complementar algumas das ideias apresentadas num outro texto (2), analisando desta feita as razões da ausência de demanda para a oferta de uma mão-de-obra cada vez mais instruída.
Hoje, parece ser inegável que em Angola assistimos a uma situação de desemprego persistente. Apesar do Relatório Sobre Emprego, publicado pelo INE em Setembro de 2017, indicar uma taxa de desemprego de 20% entre a população com 15 - 64 anos, este mesmo relatório também indica que o desemprego chega aos 38% entre os jovens dos 15 - 24 anos, altura em que muitos terminam o ensino superior. Essa situação é agravada, ainda mais, com o aumento anual da oferta de graduados, por parte das instituições do ensino superior, sem que haja uma alteração a nível da demanda.

(Leia o artigo na integra na edição 476 do Expansão, de sexta-feira 08 de Junho de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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