Angola passa a observador da Comunidade Ibero-Americana
Angola obteve o estatuto de observador associado da Comunidade Ibero-Americana, formalizado na 30.ª Cimeira Ibero-Americana, que decorreu esta semana em Espanha. A integração de Angola neste espaço de concertação internacional reforça o seu compromisso com o multilateralismo, a sua projecção diplomática e estratégica, e posiciona o País como parceiro activo na promoção de projectos que aproximam África, a América Latina e o espaço ibérico, segundo o ministro das Relações Exteriores.
O estatuto confere a Angola uma relação privilegiada com o sistema Ibero- -Americano, fortalecendo e facilitando o diálogo político, económico, cultural e social com os 22 países da América Latina, Península Ibérica e Andorra, que fazem parte deste ecossistema. Entretanto, o secretariado- -executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) felicitou Angola pela obtenção do estatuto de observador associado da Comunidade Ibero-Americana.
Para a organização lusófona, a decisão representa um importante reconhecimento do papel de Angola no contexto das relações multilaterais e abre novas oportunidades para o aprofundamento das suas relações de cooperação com os países ibero-americanos. "Sendo Angola o primeiro Estado-membro da CPLP a adquirir este estatuto, esta conquista reveste-se de particular significado para a comunidade, contribuindo para alargar a sua rede de parcerias, reforçar a projecção internacional dos seus Estados-membros e criar novas oportunidades de cooperação entre as duas comunidades", avança a nota secretariado-executivo da CPLP.
Além disso, "esta adesão constitui, igualmente, um passo significativo para o reforço das relações entre os espaços lusófono e ibero-americano, ampliando as possibilidades de diálogo político, de partilha de experiências e de desenvolvimento de iniciativas conjuntas em áreas de interesse comum". Também nesse sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, referiu, que a entrada de Angola como observador desta organização "é um passo importante para aproximar África, América Latina e Europa".
A 30.ª Cimeira Ibero-Americana, que terminou quarta-feira, 4 de Novembro, serviu também para o primeiro-ministro português manifestar disponibilidade de Portugal servir a comunidade ibero-americana enquanto ponte para África, potenciando um aumento de investimento desde o sector primário à "tecnologia de ponta industrial".
"Aquilo que eu posso dizer é que estamos absolutamente disponíveis para servir esta comunidade enquanto elemento que liga o continente americano com a Europa e a Península Ibérica e o continente africano", afirmou Luís Montenegro. Luís Montenegro destacou os "interesses em comum" entre a América do Sul, Europa e África, começando por apontar as comunicações.
"Hoje nós estamos em contacto permanente, directo e imediato, através de cabos submarinos que passam os nossos territórios e que fazem a conectividade entre estes três continentes, América, Europa e África. Temos um potencial enorme, uma ligação enorme. Temos 700 milhões de consumidores dentro do nosso perímetro", afirmou.











