Acordo para duplicar salários da função pública fica-se pelos 51%
O braço-de-ferro entre sindicatlistas e o Governo promete durar e a greve já está em cima da mesa. Mas, com os 10% já inscritos no OGE 2027, os 45% que faltam para cumprir o Acordo Trienal parecem cada vez mais longe do alcance dos funcionários públicos.
Os sindicatos recusam a proposta de aumento de 10% do salário da função pública para o próximo ano, avançada pelo Governo, e exigem o cumprimento do acordo assinado em 2024, que prevê um ajuste de 100% no salário dos trabalhadores do Estado até 2027. As centrais sindicais querem um aumento que cubra o diferencial para alcançar os 100% acordados há três anos, depois das subidas de 25% em 2025 e de 10% efectivados desde o início deste ano.
"O que estamos a exigir é o que foi acordado com o Governo em 2024. Não se trata de uma reivindicação, mas sim do cumprimento de um acordo. E o Governo, sendo uma pessoa de bem, tem a obrigação de cumprir", disse ao Expansão o líder de uma das centrais sindicais.
Um funcionário público que em 2024 recebia 100 mil Kz, com os dois aumentos feitos (um de 25% em 2025, e outro de 10% em 2026), passou a ganhar 137.500 Kz. Com os 10% que o Governo prevê dar em 2027, este funcionário passaria a ganhar 151.250Kz, menos 48.750 Kz, que receberia caso o acordo fosse cumprido e elevasse o salário para os 200 mil Kz. Contas feitas, estes três aumentos resultariam apenas em 51% de aumento salarial face ao vencimento de 2024, o que fica bastante aquém dos 100% acordados e que serviram de base para travar ameaças de uma greve geral no País...











