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Angola

Canadianos compram mina de ouro e terras raras

PROJECTO ESTÁ LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DA GANDA (BENGUELA)

Uma empresa mineira de origem canadiana anunciou, no dia 10, um acordo para aquisição de direitos num projecto de exploração de ouro em Benguela, no município da Ganda, que pode estender-se para a pesquisa de elementos de terras raras.

A Newfoundland Discovery Corp. (Newd), uma empresa de média dimensão que está cotada na Candadian Stock Exchange (mercado onde estão listadas empresas emergentes ou novos negócios), celebrou um "acordo definitivo de troca de acções para adquirir 100% da Orenoxe Holdings, que detém o direito de adquirir, através de um mecanismo de participação progressiva, uma participação de até 70% na subsidiária Goldango - Mineração, com a opção de aumentar a sua participação para 90%.

A Goldango detém a concessão de ouro e terras raras de Ganda, com 786 quilómetros quadrados, na província de Benguela, em Angola (o "Projecto Ganda")", segundo o comunicado oficial.

Jeremy Prinsen, presidente e director executivo da Newd, acrescentou que o projecto "é o tipo de activo que uma empresa júnior raramente consegue explorar sem obstáculos - são quase oitocentos quilómetros quadrados de área com potencial para ouro, elementos de terras raras e minerais de cobre, já submetida a levantamentos magnéticos aéreos, já validada no terreno, numa jurisdição que acaba de provar que é capaz de licenciar e construir uma mina de terras raras", disse o gestor, numa referência ao projecto da Pensana, em parceria com o Fundo Soberano de Angola, de exploração de terras raras em Longonjo, província do Huambo.

"Os mineiros artesanais encontraram o "fumo" há anos; o nosso programa vai atrás do "fogo"", disse Prinsen. A Goldango é uma entidade angolana, registada em Agosto de 2021, com sede em Luanda, e capital social de 1 milhão Kz. Segundo o registo público da empresa, conta com três sócios: José Manuel de Castro (detém 50% do capital), residente na província e município do Huambo, António Figueiredo Loureiro e Augusto Bicho Loureiro, ambos residentes em Luanda, com quotas de 25%.

A Newd justifica o interesse no projecto por estar localizado num "importante centro regional ligado por via férrea ao porto atlântico do Lobito através da linha ferroviária de Benguela" e diz ter elementos de pesquisa técnica que comprovam a semelhança entre as características geológicas na região da Ganda e as principais zonas de exploração de ouro africanas.

"Imediatamente após a conclusão da transacção, a empresa tenciona dar início ao seu programa inicial de prospecção de dois meses no "Projecto Ganda", como parte da primeira fase de campo da sua participação. A realização de despesas de exploração no valor de 1 milhão USD constitui um requisito do acordo de aquisição e, caso a empresa não realize esse montante dentro do prazo exigido, perderá a sua participação", explicou a empresa no comunicado ao mercado.

A Newd revelou que também já foi apresentado à Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) um pedido de conversão da licença actual num título de exploração. Este desenvolvimento está alinhado com os movimentos recentes no sector mineiro, sobretudo em projectos localizados na região centro-sul do País.

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