Corredor do Lobito mantém transporte com ajuda de camiões
Depois da paralisação do transporte ferroviário em vários troços do CFB, dois serviços já foram realizados nos dias 20 e 24 de Abril.
A Lobito Atlantic Railway (LAR), concessionária privada que gere o transporte de carga no Corredor do Lobito, implementou diversas medidas de contingência para retomar as operações, incluindo a utilização alternativa de camiões entre o Lobito e a Plataforma Multimodal do Dango (PMD), situada no quilómetro 408, , entre Caála e Huambo, do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), na sequência das cheias severas que afectaram a província de Benguela.
A primeira operação ferroviária no Dango (um comboio com carga da Sonagás) realizou-se a 20 de Abril, seguida, a 24 de Abril, da expedição da primeira carga de cobre e enxofre para a RDC a partir do Lobito, informou a LAR em comunicado divulgado na quarta-feira, 28 de Abril. D.R. "No prazo de 7 dias, a LAR implementou, em coordenação com parceiros e autoridades, uma solução integrada rodo-ferroviária, ligando o Porto do Lobito ao Dango - última estação operacional antes do Huambo - e, a partir daí, por via ferroviária, ao Luau e a Kolwezi, restabelecendo a operação em tempo re corde", assinalou a empresa.
As cheias severas provocaram danos significativos em vários troços do CFB, obrigando à suspensão temporária da circulação ferroviária entre o Negrão (estação próxima à cidade de Benguela) e o Cubal. Não se registaram feridos entre colaboradores da LAR ou subcontratados.
Para além da resposta operacional, a LAR tem vindo a trabalhar em "estreita coordenação com as autoridades competen tes", promovendo acções de sensibilização junto das comunidades ao longo da linha relativa mente às novas condições de segurança rodoviária decorrentes do aumento do tráfego de camiões, bem como prestando apoio essencial às famílias deslocadas pelas cheias.
"Nos últimos dias, demonstrámos um nível excepcional de resiliência e capacidade de execução. Em menos de duas semanas, restabelecemos a operação e retomámos condições regulares de serviço", assinalou Nicholas Fournier, CEO da LAR. Ao abrigo de uma concessão de 30 anos, a LAR é responsável pela modernização, manutenção e operação da linha férrea de 1.300 quilómetros que liga o Porto do Lobito ao Luau, na fronteira com a RDC. Detida pela Trafigura, Mota-Engil e Vecturis, opera igualmente o Terminal Mineiro do Porto do Lobito.











