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Angola

Custos com importação de combustíveis aumentam 39,5% em dois meses

SEGUNDO O BNA

Até Abril, o saldo da conta de bens foi de 6,97 mil milhões USD, um aumento significativo face aos 5,53 mil milhões USD no período homólogo (subida de 1,44 mil milhões USD) devido ao aumento do valor das exportações, em 1,64 mil milhões USD, e também das importações (mais 192,04 milhões USD).

Apesar do subsídio aos combustíveis limitar a subida generalizada dos preços, o Banco Nacional de Angola (BNA) admitiu, na semana passada, no comunicado oficial saído da última reunião do Comité de Política Monetária (CPM), que os custos associados à importação de combustíveis em Angola dispararam 39,5% entre Março e Abril.

Segundo o BNA, o saldo acumu lado da conta de bens, até ao mês de Abril, foi de 6,97 mil milhões USD, face aos 5,53 mil milhões USD do mesmo período de 2025, representando um aumento de 1,44 mil milhões USD devido ao aumento do valor das exportações em 1,64 mil milhões USD e um aumento das importações em 192,04 milhões USD, segundo o BNA.

"O aumento das importações foi influenciado, essencialmente, pelo acréscimo do valor das importações de combustíveis em 39,51%", disse o governador do BNA, Manuel Tiago Dias, durante a conferência de imprensa relativa ao CPM, realizada no dia 14 de Maio, em Luanda. O desempenho das exportações resulta de um efeito directo da "su bida do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais nos meses de Março e Abril", segundo o BNA, enquanto o incremento do valor das exportações de petróleo bruto em 1,81 mil milhões USD "atenuou o impacto da contracção das exportações de diamantes e gás nas exportações totais".

A subida do preço do barril de petróleo nos mercados interna cionais e o conflito no Irão, que continua a bloquear a passagem no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está a provo car um aumento generalizado dos preços dos derivados de petróleo.

"Já sentimos essa realidade. Estamos a verificar um nível de preços muito mais alto, porque a Sonangol compra refinados ao preço de mercado. Se no último trimestre [de 2025] comprávamos a tonelada métrica de gasolina à volta de 700 USD, hoje estamos a comprar quase a 1.700 USD", disse Edson Pongolola, director de Planeamento da Sonangol, em entrevista ao Expansão durante o balanço público, efectuado pelo IRDP, sobre a distribuição de combustíveis no primeiro trimestre de 2026.

"É resultado da conjuntura internacional e esta alteração da conjuntura geopolítica condiciona naturalmente alguns vo A escassez de gasolina originou mais filas de espera nos postos de abastecimento um pouco por todo o País lumes", assumiu no final de Abril o gestor da petrolífera nacional, que confirmou a origem dos combustíveis (Coreia do Sul, Togo, entre outros) e o principal fornecedor, que é a BP.

"O principal elemento a alterar vai ser o preço. Em termos de volumes e em termos de fontes de fornecimento mantemos a nossa actuação. A primeira preocupação da Sonangol passa por garantir o abastecimento do mercado do méstico", explicou Edson Pongolola, que disse não recear uma eventual falha no acesso aos combustíveis em Angola, apesar dos constrangimentos que se registam em vários postos de abastecimento nos últimos dois meses.

Como o preço dos combustíveis é subsidiado pelo Estado, é a Sonangol que importa os produtos necessários, sendo que a comercialização é feita em moeda nacional e a um preço bastante mais baixo. A diferença entre o preço de aquisição no exterior e a venda ao cliente final é pago pelo Estado à Sonangol.

Segundo o relatório de gestão da Sonangol relativo ao exercício de 2025, só em subvenções devidas pelo Estado à empresa de capitais públicos estão em causa 4,0 biliões Kz, um aumento de...

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