Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Angola

Défice duplica para 2,1 biliões Kz no I trimestre deste ano

ALTA DE PETRÓLEO PODE TRAVAR O QUARTO ANO DE SALDO NEGATIVO

Deriva expansionista da política orçamental continua, com aumentos significativos da despesa - sobretudo em bens e serviços e obras públicas - que não são compensados pela receita. Desde 2023, défices acumulados já superaram os 10,0 biliões Kz. Financiamentos "safam" orçamento no I trimestre.

As contas públicas encerraram o I trimestre do ano com um défice de 2,1 biliões Kz, praticamente o dobro dos 1,1 biliões Kz registados no período homólogo, de acordo com cálculos do Expansão com base no quadro de operações do Governo, publicado no site do Ministério das Finanças (MinFin).

Este saldo negativo não tem em conta as operações financeiras amortização e emissão de dívida, mas contempla juros, e resulta da diferença entre receitas de 4,1 bi liões Kz (-1,0% face ao mesmo período de 2025) e despesas de 6,2 biliões Kz, que cresceram 17,9% face ao período homólogo, equivalente a mais 940,5 mil milhões K.

As explicações para este défice constam no Boletim Estatístico das Operações do Governo, também publicado esta semana no site do MinFin, em que o ministério admite que é "resultado de um crescimento da despesa superior ao das receitas", avançando, também que o saldo primário (exclui juros da dívida) apresentou igualmente um défice de 1,1 biliões de kwanzas.

"O défice primário não petrolífero [exclui o sector do petróleo e os gastos com juros da dívida], indicador de referência no âmbito da regra fiscal, situou-se em 3,5 biliões de kwanzas, registando um agravamento significativo face ao período homólogo, em linha com o cresci mento da despesa não petrolífera em ritmo superior ao das receitas não petrolíferas.

Por sua vez, o saldo fiscal não petrolífero manteve--se deficitário, fixando-se em cerca de 4,5 biliões de kwanzas", refere o relatório feito pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Relações Internacionais do MinFin. O aumento da despesa resulta, essencialmente, de mais gastos homólogos em bens e serviços (+664,4 mil milhões Kz), remuneração da função pública (+158,4 mil milhões Kz) e investimento em activos não financeiros (+352,6 mil milhões Kz). Contas feitas, a maior fatia do crescimento da despesa foi em bens e serviços (+61,0% face ao período homólogo), seguido de investimento em activos não financeiros (+26,1%), que na prática são os investimentos que o Governo faz em obras públicas e que rondaram os... Leia o artigo integral na edição 878 do Expansão, sexta-feira, dia 29 de Maio de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo