Estudar num colégio privado pode custar até 651 salários mínimos
São várias as razões que empurram as famílias para os colégios privados, mas a falta de qualidade do ensino público e as dificuldades para encontrar vagas são recorrentemente apontadas. Em Luanda, há colégios privados para todas as necessidades e carteiras.
Os custos para estudar num colégio privado em Luanda podem chegar até 32,5 milhões Kz por ano, equivalente a 651 salários mínimos nacionais (50 mil Kz), constatou o Expansão numa ronda junto de oito dos principais colégios da capital. Há preços para todas as necessidades e carteiras. A uma semana do arranque das aulas, no ensino público ainda se ultimam as matriculas (prazo termina esta sexta-feira), enquanto nos privados já está tudo praticamente encaminhado para o arranque do ano lectivo. Apesar de ainda estarem em aberto algumas vagas, estas são limitadas.
Nesta ronda que o Expansão faz todos os anos junto de alguns dos colégios mais requisitados da capital, constatou que persiste a desigualdade no acesso à educação. Os preços aumentaram face ao ano anterior na ordem dos 10%. Entre os colégios privados, a exclusiva Escola Internacional de Luanda (LIS) é a instituição que cobra mais caro, onde os encarregados de educação de alunos nacionais pagam anualmente cerca de 22 milhões Kz só de propinas, a que se juntam 445 mil Kz de candidatura, quase 5,0 milhões para inscrição e 5,0 milhões para acesso a instalações. Contas feitas, são 32,5 milhões Kz, o que dá uma média mensal de 3,3 milhões Kz pelos 10 meses do ano lectivo.
Segue-se o Colégio São Francisco de Assis, que segue o currículo português, em que só de propinas anuais os valores rondam entre os 12,7 milhões e os 13,3 milhões (entre a 1ª e a 4 classes, e a 5ª e a 6ª, respectivamente), pagas trimestralmente. Pela matrícula cobra quase 1,8 milhões K, a que se podem juntar outros custos: pacote Base não cobra mais valores, o Integrado obriga ao pagamento de 1,5 milhões e o Excelência cobra 2,5 milhões. Isto significa que a prestação mensal pode variar entre 1,5 milhões e 1,8 milhões Kz.
No Colégio Angolano de Talatona (CAT), os preços cobrados anualmente chegam aos 5,5 milhões Kz. enquanto o colégio Crystal, que passa a usar as instalações do Complexo Escolar Privado Dom Alexandre Cardeal do Nascimento, o valor anual chega aos 4,6 milhões Kz.
Quanto à Escola Portuguesa de Luanda (EPL), que dá primazia a alunos com nacionalidade portuguesa, as propinas são uniformes e custam 335.700 Kz mensais, enquanto a matrícula custa metade desse valor. Contas feitas, para colocar o encarregado de educação nesta escola, terá de gastar 3,5 milhões anuais.
O Colégio Elizangela Filomena, mais procurado por famílias de classe média nacionais, localizado no bairro 1.º de Maio, no centro da capital, apresenta uma mensalidade que ronda entre 104 a 107 mil Kz. Incluindo a matrícula, estudar neste colégio custará 1,1 milhões Kz anuais. Mais ou menos o mesmo valor que custará estudar no Colégio Pitabel. Neste grupo de instituições, o Colégio Pitruca surge como a escola mais acessível, com mensalidades a custarem entre 60 a 70 mil Kz. Se for incluído o valor da matrícula, o preço anual não chega nos...











