FMI arrasa supervisão do Banco Nacional de Angola
Numa altura em que o Banco Mundial não publicou a sua parte do FSAP, do lado do FMI o raio-X ao sistema bancário nacional não podia ser mais claro: apesar das melhorias registadas na última década, há ainda muito por fazer. E, para isso, é preciso dotar o BNA de pessoal capacitado para abordagens e riscos que o sector representa. FMI quer BNA mais intrusivo e pro-activo, num país onde muitos PEPs são donos de bancos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) detectou dezenas de falhas nos procedimentos do Banco Nacional de Angola (BNA) no âmbito do seu papel de supervisor bancário, que vão desde um papel pouco intrusivo nas acções de supervisão, capital humano reduzido e com pouco conhecimento técnico, e abordagens pouco baseadas no risco, desvalorizando questões importantes como a relação dos accionistas e outras partes relacionadas com os bancos. BNA contrapõe algumas.
Estas constatações constam no relatório do FMI sobre o Programa de Avaliação do Sector Financeiro (FSAP, na sigla em inglês), que consiste numa avaliação profunda da estabilidade, solidez e potencial de desenvolvimento do sistema financeiro de um país e que assenta em vários pilares como testes de stress (simulação de cenários econômicos adversos), análise à regulação e supervisão e gestão de crises, bem como desenvolvimento e inclusão financeira. O resultado destas avaliações feitas pelo FMI e pelo Banco Mundial gera relatórios com recomendações práticas que auxiliam os governos a tornarem as suas economias mais resilientes e preparadas para o longo prazo.
Trata-se da segunda vez que Angola recorre a um FSAP, a primeira foi em 2011, e é a primeira vez que é permitida a publicação do relatório sobre a avaliação ao sistema financeiro no âmbito desta "inspecção". E os resultados, segundo fontes de bancos nacionais, são preocupantes e, de...











