Brent sobe e WTI recua em sessão marcada por tensão geopolítica e queda das reservas dos EUA
Os preços do petróleo negoceiam em terreno misto na manhã desta quinta-feira, numa sessão marcada pela cautela dos investidores face às negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão. Ainda assim, os receios em torno da escassez da oferta global e a forte redução das reservas norte-americanas de crude continuam a sustentar os preços do "ouro negro".
Por volta das 09h00 de Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, avançava 1,3%, para 106,4 USD por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuava 0,8%, para 107,8 USD por barril. Assim, o Brent e WTI seguem em direções opostas em sessão marcada por tensão geopolítica e queda das reservas dos EUA.
Na sessão anterior, os contratos futuros do petróleo afundaram mais de 5%, atingindo o nível mais baixo em mais de uma semana, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que as negociações com o Irão estavam numa fase "muito avançada". Ainda assim, Washington voltou a ameaçar Teerão com novos ataques caso não seja alcançado um acordo de paz.
Do lado iraniano, o regime advertiu contra qualquer nova ofensiva e anunciou medidas para reforçar o controlo sobre o estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, que permanece praticamente encerrada. Na quarta-feira, Teerão revelou a criação de uma nova "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico", indicando que passará a existir uma "zona marítima controlada" pelo Irão naquela região estratégica.
Ao mesmo tempo, as perturbações no abastecimento provenientes do Médio Oriente, principal região produtora mundial, têm levado vários países a recorrer de forma acelerada às suas reservas comerciais e estratégicas, aumentando os receios de um eventual esgotamento dos "stocks".
Nesse contexto, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos anunciou, na quarta-feira, uma retirada de quase 10 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo na última semana, a maior redução semanal de sempre das reservas estratégicas norte-americanas.











