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ARSEG impõe critérios ESG que podem encarecer seguros mas reduzir perdas

IMPLEMENTAÇÃO DAS PRÁTICAS ESG NO SECTOR SEGURADOR

Integração de critérios ambientais, sociais e de governação obriga seguradoras a rever políticas de risco, investimentos e contratação. Novas exigências representam custos adicionais para as operadoras, mas poderão reduzir perdas e melhorar a solvabilidade.

A integração de critérios ambientais, sociais e de governação (ESG, na sigla inglesa) está a ganhar espaço no sistema financeiro angolano. A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) publicou três circulares para levar as seguradoras a incorporar a sustentabilidade nas decisões financeiras e operacionais, influenciando os negócios que aceitam proteger e os preços cobrados aos clientes.

O ESG reúne três dimensões: a ambiental, que considera poluição, alterações climáticas e recursos naturais; a social, que abrange condições laborais, direitos humanos e relações com comunidades; e a governação, relacionada com transparência, ética e controlo interno. Para as seguradoras, o impacto ultrapassa as suas próprias operações, inclui também os riscos das empresas e patrimónios que protegem.

Uma exploração mineira com deficiências ambientais ou uma fábrica vulnerável a inundações pode originar indemnizações elevadas. Integrar estes critérios significa identificar melhor os riscos, calcular o seu custo e decidir em que condições devem ser assumidos. A mudança poderá encarecer alguns seguros, mas também reduzir perdas e proteger a solvabilidade das operadoras. Poderá ainda influenciar as decisões de investimento das seguradoras, levando-as a avaliar a exposição ambiental e social dos activos onde aplicam as reservas financeiras.

O primeiro eixo das orientações da ARSEG incide na formação dos quadros, sob responsabilidade dos conselhos de administração. Abrange as funções de controlo interno, actuarial, subscrição, sinistros, investimentos e negócio. A exigência implica custos num mercado onde escasseiam técnicos especializados. Mais do que criar departamentos de sustentabilidade, será necessário alterar procedimentos internos e garantir que os novos critérios influenciam efectivamente as decisões comerciais...

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