Deterioração das contas da Sonangol leva Conselho Fiscal a emitir sinais de alerta
Órgão de fiscalização da maior empresa do País deixou 21 recomendações para melhorar a gestão da entidade detida por capitais públicos, incluindo a implementação de um cronograma de "cobrança agressivo junto de terceiros e do Estado", que deve cerca de 7,2 mil milhões USD à petrolífera (menos 4% do que em 2024).
Os lucros de 946 milhões USD apurados em 2025 e os capitais próprios de 11.329 milhões USD (ou 10,4 biliões Kz) não foram suficientes para evitar aquilo que o Conselho Fiscal da Sonangol considera ser "um desequilíbrio em direcção ao curto pra zo", marcado por três riscos concretos: liquidez sob pressão (a cobertura de caixa garante apenas 18% das necessidades), dependência crescente de financiamento externo e uma exposição elevada a "passivos de longo prazo (provisões) que comprimem o valor real da empresa".
Ao contrário do que aconteceu nos últimos exercícios, o parecer do Conselho Fiscal, que recomendou a aprovação do relatório de gestão de 2025, não se limitou a um posicionamento mais genérico sobre a actividade da Sonangol e fez uma análise sustentada em indicadores concretos para lançar um sério aviso à navegação. Entre diversas críticas e sugestões, o órgão de fiscalização sublinha que a Sonangol registou um "aumento do endividamento bancário de...











