Digitalização abre caminho ao Open Banking e à economia de dados
A digitalização tem vindo a acelerar a transformação do sector financeiro, impulsionada pela evolução do comportamento dos consumidores e pelo surgimento de novas tecnologias. A ideia foi defendida por Carlos Santos, Partner Advisory da KPMG Angola, durante a XVI edição do Fórum Banca, promovido pelo Expansão, onde abordou o tema "A entrada do Open Banking na relação interbancária".
Segundo o especialista, a banca atravessa um processo de transformação estrutural, tendo evoluído de um modelo tradicional para uma banca digital, entrando agora numa nova fase marcada pelo Open Banking e pelo Open Finance.
Carlos Santos explicou que o Open Banking permite a partilha de informação financeira, limitada aos dados das contas de pagamento, com entidades terceiras autorizadas pelos clientes. Esta partilha possibilita que esses dados sejam integrados nas plataformas dessas entidades e que estas possam iniciar pagamentos em nome dos clientes, sempre mediante autorização.
Na sua visão, esta evolução representa um passo decisivo para a criação de um ecossistema financeiro mais integrado, seguro e centrado no cliente, funcionando como uma etapa intermédia para um Open Data Ecosystem, baseado na interoperabilidade e na utilização eficiente dos dados.
O responsável da KPMG destacou ainda que a evolução natural deste modelo é o Open Finance, que alarga a partilha de informação para além das contas de pagamento, abrangendo produtos como crédito, seguros, investimentos e outros serviços financeiros.
O objectivo final, acrescentou, é a construção de uma Open Data Economy, assente em ecossistemas de dados abertos, onde bancos, fintechs, plataformas digitais e empresas de outros sectores colaboram para desenvolver soluções mais integradas, personalizadas e competitivas, colocando o cliente no centro da inovação financeira.











