ENSA cresce 25% nas vendas totais mas vê o lucro líquido baixar 21%
A ENSA fechou 2025 com um paradoxo: vende mais, cresce acima do mercado, reforça a liderança no sector, mas ganha menos dinheiro. Um crescimento ainda mais acelerado das indemnizações, dos custos operacionais e das pressões técnicas sobre os ramos de Saúde e Petroquímica, justificam este facto.
A maior seguradora do País aumentou os prémios emitidos em 25%, atingindo um máximo histórico de 154,8 mil milhões Kz, mas viu o resultado líquido cair de 8,05 mil milhões Kz em 2024 para 6,36 mil milhões Kz em 2025, uma redução de cerca de 21%. Os números demonstram que o crescimento da actividade já não se está a traduzir automaticamente em maior rentabilidade, antes pelo contrário, já que a expansão da carteira veio acompanhada por um crescimento ainda mais acelerado das indemnizações, dos custos operacionais e das pressões técnicas sobre os ramos de Saúde e Petroquímica, actualmente dos mais pesados dentro da operação da companhia.
A deterioração da rentabilidade torna-se mais evidente quando se olha para a evolução da empresa ao longo da última década. Em 2016, a ENSA apresentava uma produção de prémios de 47,7 mil milhões Kz, valor que em 2025 já ascende a 154,8 mil milhões Kz, o que significa que a seguradora mais do que triplicou o volume de negócio em menos de dez anos. O crescimento não foi linear, mas ganhou particular velocidade depois da...











