Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Empresas & Mercados

Fraca qualidade dos serviços tira 27 milhões de passageiros à TCUL em apenas um ano

SUBIDA DA TARIFA NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS TAMBÉM PESOU

As longas filas de espera e o facto de as viaturas circularem sobrelotadas, sem ar condicionado, e em número insuficiente proporcionam experiências consideradas pouco dignas para quem todos os dias se desloca em Luanda através da TCUL. A TCUL não perdeu passageiros, foi incapaz de os transportar, admitem especialistas.

A debandada de clientes da empresa de Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL) agravou-se em 2025, com a a fuga de 26,8 milhões de passageiros, mais de metade em relação a 2024, ano em que a empresa transportou 52,6 milhões de passageiros, de acordo com cálculos do Expansão com base no relatório e contas de 2025, publicado no site do IGAPE. Esta queda deve-se à fraca qualidade dos serviços, causada pela incapacidade operacional e pela subida da tarifa ocorrida entre 2024 e 2025.

Em termos acumulados, desde 2022, quando a saga começou, até ao ano passado, mais de 41,3 milhões de passageiros, uma média de 28.290 passageiros/dia, fugiram dos serviços da TCUL e optaram por alternativas que garantissem o mínimo de qualidade, nomeadamente os táxis ocasionais, vulgo candongueiros, que dominam os transportes públicos no País.

As longas filas de espera e o facto de as viaturas circularem sobrelotadas, sem ar condicionado, e em número insuficiente, proporcionam experiências consideradas pouco dignas para quem todos os dias se desloca na capital do país através da TCUL. E a situação voltou a agravar-se em 2025, já que a operadora utilizou apenas uma média diária de 66 autocarros, numa cidade com quase 10 milhões de habitantes. O número de meios rolantes de transporte público foi o mais baixo desde 2021, altura em que a TCUL colocou em serviço uma média de 93 autocarros/dia. Mas esta quebra dos meios da empresa que este ano passou a pertencer ao Governo provincial de Luanda (GPL) em nada teve a ver com a falta de autocarros.

Aliás, nos últimos anos, o parque da empresa cresceu em número. No ano passado, a frota foi reforçada com mais 96 autocarros fornecidos pelo accionista Estado, com o objectivo de aumentar a capacidade de resposta no transporte urbano, o que não surtiu efeito. Por hipótese, se não fossem os autocarros fornecidos pelo Estado, a empresa estaria em grande dificuldade para colocar autocarros nas 35 carreiras (rotas) urbanas da...

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo