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Unitel convoca accionistas para decidir futuro do BFA

ASSEMBLEIA GERAL REALIZA-SE NO DIA 26 DE NOVEMBRO, EM LUANDA

A entrada do Grupo Carrinho no BFA, que parece ser imparável, aguarda os pareceres do Banco Nacional de Angola, Comissão do Mercado de Capitais e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, de Portugal.

A maior operadora de telecomunicações do País, que por sua vez detém 36,9% do capital do BFA, convocou uma assembleia geral extraordinária para dia 26 de Novembro, em Luanda, para "deliberar sobre o exercício do direito de preferência" sobre os 33,35% do BFA que está em posse do BPI. A convocatória foi anunciada publicamente pela Unitel em comunicado publicado na edição de 26 de Outubro do Jornal de Angola.

O BPI, de origem portuguesa e que teve um papel fundamental na ciração do BFA, anunciou em Setembro um acordo com o Grupo Carrinho para vender a sua participação no banco angolano, numa operação avaliada em 388,5 milhões de euros, mas a conclusão do negócio está dependente da decisão da Unitel, que tem a possiblidade de e igualar a oferta realizada no mês de Setembro.

Caso o negócio se concretize, a aquisição da participação do BPI no BFA será feita através da Congolian Financial, braço financeiro do Grupo Carrinho, que já era accionista do BFA e havia manifestado interesse na instituição no passado. Na Oferta Pública Inicial (IPO) do BFA, realizada há cerca de um ano, a Congolian aproveitou para construir uma posição de 7,61% no capital do banco, posteriormente transferida, no âmbito de uma reorganização patrimonial, para os fundos fechados AXIOS e ASSET, geridos plea sociedade angolnana na Oluasi Investments.

"O Banco BPI (...) e a Congolian Financial (CFSA) ( . . . ) acordaram a aquisição pela CFSA ao BPI acordaram a aquisição pela CFSA ao BPI da participação social deste no Banco de Fomento de Angola (BFA), correspondente a 5.002.500 acções respectivas de 33,35% do capital do BFA", refere o comunicado enviado pelo BPI à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal.

A conclusão da operação está também dependente da obtenção de autorizações legais e regulatórias do Banco Nacional de Ang ola (BNA), Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e CMVM. A 30 de Junho de 2026, a participação de 33,35% no BFA estava registada no balanço do BPI, na rubrica de activos financeiros, em 379 milhõees de euros.

A posição o é reavaliada trimestralmente pelo banco português. Com a eventual compra da posição do BPI (que parece apenas estar à espera do cumprimento de formalidades para ser concluída), o Grupo Carrinho reforça significativamente a exposição ao BFA e passa a assumir um papel ainda mais relevante na estrutura accionista do banco. Em termos de regulação e risco para o sistema financeiro nacional, o tema estende-se também para a presença alargada do Grupo Carrinho na banca, onde detém o Banco Comércio Indústria (BCI) e assumiu uma posição relevante no Keve.

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