Seis campeões diferentes nas últimas seis edições dos mundiais de futebol
Se há uma tendência que marca os Campeonatos do Mundo de futebol neste século é a ausência de uma selecção capaz de construir uma dinastia. Desde 2002, nenhum campeão conseguiu repetir o título na edição seguinte. O troféu tem circulado entre diferentes candidatos, reflectindo um futebol cada vez mais globalizado, competitivo e imprevisível.
O século XXI começou com o quinto título do Brasil, conquistado em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Desde então, os brasileiros nunca mais voltaram a erguer a taça. Seguiram-se a Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022). São seis Mundiais e seis campeões diferentes, algo raro na história da competição. Esta alternância ajuda também a explicar a erosão do domínio das selecções tradicionais.
O Brasil continua a ser o país mais titulado, com cinco conquistas, mas atravessa o maior jejum da sua história em Campeonatos do Mundo. Quando entrar em campo em 2026, terá passado 24 anos sem vencer a competição.
Enquanto algumas antigas potências procuram recuperar protagonismo, outras consolidam-se como novas referências do fu tebol mundial. A França é o exemplo mais evidente. Campeã em 1998 e 2018, vice--campeã em 2006 e 2022, e semifinalista em 2014, os franceses tornaram-se a selecção mais consistente das últimas três décadas.
Histórias com mais de 40 anos
Os Mundiais também podem ser contados através dos seus protagonistas. Segundo os dados da FIFA, Pélé continua a ser uma referência absoluta com três títulos mundiais. Mas existem outras estrelas. Em 1950, o Uruguai silenciou o Marcanã no Rio de Janeiro com cerca de 200.000 espectadores, maior assistência em Mundiais, com uma vitória por 2-1. O trauma foi tão profundo que o Brasil abandonou o equipamento branco que utilizava até então e, poucos anos depois, adoptou a camisola amarela que se tornaria uma das mais famosas do futebol mundial...











