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O campeão do mundo vai receber da FIFA um total de 62,5 milhões USD

PRÉMIO RECORDE DE 50 MILHÕES USD PARA O 1º LUGAR

A FIFA vai distribuir quase 900 milhões USD pelas 48 selecções qualificadas, num modelo que transformou a presença na maior competição do planeta num activo financeiro de enorme relevância para as federações.

Antes mesmo de entrarem em campo, as equipas garantem uma receita mínima entre 11,5 e 12,5 milhões USD, somando o prémio de participação e os apoios à preparação. Para muitas federações africanas, asiáticas e latino-americanas, trata-se de um valor equivalente a vários anos de orçamento operacional.

Os prémios crescem à medida que as equipas avançam na competição. O campeão arrecada 50 milhões USD, enquanto o vice--campeão recebe 33 milhões, o 3º classificado 29 milhões e o 4º classificado 27 milhões USD. Em termos práticos, o vencedor vai receber no total 62,5 milhões USD. Mas os milhões distribuídos pela FIFA não significam lucros automáticos.

A participação num Mundial tornou-se uma operação empresarial temporária. Entre estágios, deslocações, hotéis, equipas médicas, segurança, tecnologia, comunicação, prémios aos jogadores e logística, os custos podem variar entre 9 e 35 milhões USD por selecção, de acordo com o seu estatuto e com o nível de preparação.

A FIFA reconheceu esse problema e reforçou os apoios financeiros às federações, uma vez que o modelo geográfico do Mundial de 2026, repartido por três países e milhares de quilómetros de distância entre sedes, encarece significativamente as deslocações. Algumas federações europeias admitem que esta poderá ser a edição mais dispendiosa de sempre em termos operacionais.

As maiores potências futebolísticas são também as que apresentam os maiores orçamentos. Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha deverão gastar entre 20 e 40 milhões USD durante a competição, impulsionadas sobretudo pelos prémios internos atribuídos aos jogadores e pelas exigências das suas estruturas técnicas. Em contraste, selecções africanas como Costa do Marfim, Senegal, Nigéria ou África do Sul operam com orçamentos substancialmente mais modestos. Ainda assim, a distância financeira tem vindo a diminuir, acompanhando o crescimento das receitas comerciais e dos contratos de patrocínio nas principais federações do continente.

Retorno para os países

As estimativas apontam para um impacto económico agregado próximo dos 41 mil milhões USD, com a maior fatia a ficar nos Estados Unidos. Alguns estudos projetcam benefícios entre 17 e 30 mil milhões USD para a economia norte-americana, enquanto o México poderá captar entre 1 e 4 mil milhões USD e o Canadá entre 900 milhões e 2 mil milhões USD. Esta diferença entre os três países têm muito a ver com o número de jogos em cada território - 78 nos Estados Unidos, 13 no Canadá e 13 no México.

A principal vantagem desta edição é que os três países já possuem praticamente todas as infra-estruturas necessárias. Ao contrário do que aconteceu no Brasil, na Rússia ou no Qatar, onde foram investidos milhares de milhões de dólares em novos estádios e obras públicas...

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