Director Carlos Rosado de Carvalho

Negócios em Angola afectam contas das empresas sul-africanas Shoprite e Multichoice

Negócios em Angola afectam contas das empresas sul-africanas Shoprite e Multichoice

A Shoprite e a Multichoice, duas empresas sul-africanas a operar no mercado angolano nos segmentos do retalho de alimentos e na distribuição de televisão por assinatura, estão a sentir na pele os efeitos da crise angolana.

As operações da Shoprite, a maior empresa do retalho de alimentos de África, registaram um aumento de 3,3%, nas vendas, para 10,9 mil milhões USD em todo o mundo, até 31 de Março, mas o crescimento foi afectado negativamente pela "hiperinflação" e a desvalorização do kwanza, que arrasou as contas do grupo em Angola no ano fiscal 2017-2018 (ano fiscal naquele país vai de 01 de Abril a 31 de Março). Resultado que contrastou com o crescimento do ano anterior, em que o Angola representou 32,3% do total das vendas da companhia sul-africana, e que reduziu o preço das acções do grupo em 6,5%.

Entre 01 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2018, Angola, com 30 supermercados e sendo o segundo maior mercado onde a empresa actua, foi responsável pela maior parte das vendas fora da África do Sul. Os supermercados fora da África do Sul representaram 13% do lucro comercial do grupo.

O gigante sul-africano do retalho alimentar indicou que Angola oferece um significativo potencial de crescimento, apesar das preocupações com a inflação e a desvalorização do kwanza, que já ronda os 40%, face ao euro.


(Leia o artigo integral na edição 486 do Expansão, de sexta-feira 17 de Agosto de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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