Director Carlos Rosado de Carvalho

Reforma: Se não for para sempre, vai ficar para sempre

Reforma: Se não for para sempre, vai ficar para sempre
Foto: D.R.

A ideia de que os jovens são responsáveis pela produção e os idosos servem de estudo sobre as várias formas de esperar a morte não existe nas empresas modernas! Aproveitam-se todas as vontades e os interesses de partilha que os reformados nos podem transmitir!

Chegou o momento! É hora de descansar!

A Lei Geral do Trabalho incentiva os colaboradores que prestaram serviço durante 420 meses a assinarem a sua carta de reforma, de modo a usufruírem, a partir de lá, o descanso merecido ou a terem oportunidade de fazer outras actividades, realizar sonhos, com a garantia de um recosto financeiro. É um direito do trabalhador por conta de outrem beneficiar da parcela salarial que lhe foi guardada pela Segurança Social, ao longo dos meses da sua vida activa.

Não é tão fácil e linear como podemos pensar, agora, na tenra idade, na força da juventude ou na esperança de um senhor a entrar para a terceira idade. Para colaboradores que vêem o emprego como um martírio, ou um meio de subsistência, a reforma é tida como uma carta de alforria, mas, é muito mais complexo, para alguém que, durante toda a vida, fez o que gostava, se especializou e se autorrealizou.

Reformados que amavam o seu trabalho sentem-se desorientados, pois tinham uma rotina de compromissos, metas, horários, de preocupações profissionais que, de um dia para o outro, deixam de existir, sem que a sua saúde fosse a motivação extrínseca para essa quebra brusca de ocupação profissional.

Nestes casos, o reformado questiona-se: "Qual foi o sentido do meu trabalho ao longo destes anos todos? Estou ainda em condições de trabalhar, embora com menor dinamismo, mas, e agora, só porque tenho mais de 60 anos, devo simplesmente ficar em casa à espera de morrer?" (...)

(Leia o artigo integral na edição 511 do Expansão, de sexta-feira, dia 15 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

*Consultora de Gestão de Recursos Humanos Professora Universitária no CIS - Instituto Superior de Ciências Sociais e de Relações Exteriores

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