Director João Armando

O desenvolvimento económico e a Internet das Coisas

O desenvolvimento económico e a Internet das Coisas

Enquanto no nosso País não se der a devida importância ao estudo das novas tecnologias de informação e comunicação, que têm de estar indiscutivelmente interligadas com a investigação científica, deixando de se pensar que a aquisição chave-na-mão de mediatecas é o expoente máximo, em termos de resultados; ou enquanto continuarmos a inaugurar websites estatais, cuja configuração nos países desenvolvidos está ao alcance dos alunos do ensino médio, em vez de haver a preocupação de aumentar o orçamento do ensino, incluindo a informática desde a iniciação (pré-escolar), estaremos a adiar o País.

Se houvesse maior seriedade e menos populismo ou ignorância, não seria lógico que, quando a pretensão do Estado é avançar com sistemas em rede e se pretenda interligar todos os sectores do Estado, responsáveis pela monitorização das referidas áreas achem normal que se mande parar tudo, destruindo todo um trabalho árduo anterior, deitando para o "lixo" dinheiro gasto que faria falta para alavancar os sectores primários da economia, já não falando do sector prioritário da saúde.

Cada vez que se renovam as chefias do Estado, as contratações públicas a empresas prestadoras de serviços têm de envolver alguma empresa quase sempre com ligação ao novo chefe, ou ao testa de ferro do novo chefe, encarecendo o preço com sobrefacturações, para poder ser dividido por dois, ou mais, caso haja sub-contrato, ou sub-contrato do sub-contrato. Ou seja, a empresa de preferência estrangeira e os/as mixeiros/as singulares ou colectivos/as nacionais. O mesmo acontece com as empresas de fornecimento de bens, ou que prestam serviços de recolha de lixo, que tratam de jardins, que tratam da limpeza, da segurança, etc., etc.

Falando em saúde, não era por acaso que os colonos se preocupavam, de sobremaneira, com a vacinação de todos os seus trabalhadores e do seu gado, tendo antes da independência erradicado a febre amarela e a doença do sono, endemias que nos dias de hoje voltaram a estar na ordem do dia às "portas" da província de Luanda. (...)


(Leia o artigo integral na edição 515 do Expansão, de sexta-feira, dia 15 de Março de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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