Director João Armando

ANC ganha com maioria mas fica abaixo dos 60%

ANC ganha com maioria mas fica abaixo dos 60%
Foto: D.R.

Os resultados finais só serão conhecidos neste sábado à tarde, mas já há duas certezas - o ANC conseguirá a maioria parlamentar, mas ficará pela primeira vez desde a queda do Apartheid em 1994, abaixo da fasquia histórica dos 60%.

Cyril Ramaphosa será o próximo presidente da África do Sul. O sistema eleitoral sul-africano é similar ao angolano, sendo que não se vota directamente para a presidência da república, sendo designado para o cargo o cabeça de lista do partido mais votado nas eleições parlamentares, neste caso o ANC.

Durante toda a campanha eleitoral utilizou um discurso conciliador e de esperança, num país que tem a segunda taxa de desemprego mais elevada do mundo (seis milhões de pessoas), de acordo com o FMI só ultrapassado pelo Paquistão, com uma situação alarmante na camada jovem, 57,7% dos sul-africanos até aos 35 anos estão desempregados.

O combate contra a corrupção foi outra das bandeiras levantadas pelo ex-líder sindical que se transformou em empresário e um dos homens mais ricos da África do Sul. Cryril Ramaphosa ajudou a derrubar o ex-presidente Jacob Zuma, que governou o país durante quase uma década e sobre quem pairam duas dezenas de processos por extorsão e peculato. Prometeu aos eleitores liderar uma guerra pela transparência e contra a corrupção endémica, que começa no coração do ANC e estende-se pelas instituições públicas tuteladas pelo governo.

A Aliança Democrática, maior partido da oposição, deverá ter uma percentagem final perto dos 22%, praticamente igual aos resultados de 2014, mas muito dificilmente poderá eleger 100 deputados, como alguns dos seus dirigentes diziam ser possível.

Liderado por Masotho Moeypa, foi fundado em 2000, é um partido do centro com uma matriz liberal, tradicionalmente associado ao voto da minoria branca que era contra o Apartheid, muitos deles dissidentes do ANC. Propõe políticas de livre mercado e uma "África do Sul não racial", na qual a escolha de voto não esteja associada à raça do eleitor. (...)

(Leia o artigo integral na edição 523 do Expansão, de quarta-feira, dia 10 de Maio de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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